Jogadores do Santos comemoram gol decisivo contra o Vasco em São Januário.
(Imagem: Reprodução/Reinaldo Campos/Santos FC)
A dramática luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro ganhou um novo e surpreendente capítulo neste domingo. Em pleno São Januário, o Santos suportou a pressão inicial, desencantou na etapa complementar e aplicou um sonoro 3 a 0 sobre o Vasco, conquistando sua primeira vitória como visitante na competição e deixando a incômoda zona da degola.
Com o triunfo categórico na 23ª rodada, o Alvinegro Praiano saltou para os 25 pontos, respirando aliviado fora do Z-4. Por outro lado, o revés em casa afunda ainda mais o Cruzmaltino, que estaciona nos 22 pontos e cai para a penúltima colocação da tabela. O resultado também provocou um efeito cascata imediato: empurrou o Internacional provisoriamente para a zona de rebaixamento, acirrando a disputa pela sobrevivência.
A partida foi marcada por estratégias distintas e um teste prático de novas diretrizes de arbitragem da CBF. Na prática, isso muda mais do que parece na dinâmica de campo, criando cenários de tensão tática que acabaram favorecendo a postura cirúrgica do time paulista.
O que mudou na prática e o teste da nova regra
O confronto começou tenso, com o Santos desperdiçando uma chance clara logo aos 14 minutos, quando Álvaro Barreal serviu Gabriel, que finalizou rente à trave. Pouco depois, o jogo presenciou a aplicação de um novo protocolo da CBF: após o goleiro santista Gabriel Brazão pedir atendimento médico, o árbitro Lucas Casagrande exigiu que o capitão Neymar saísse de campo por um minuto.
O Vasco tentou aproveitar a superioridade numérica momentânea e manteve a maior posse de bola, incomodando com as subidas de Lucas Piton. No entanto, a pontaria vascaína falhou nos momentos decisivos. O castigo do contra-ataque se desenhou ainda antes do intervalo, com um cabeceio de Gustavo Caballero que carimbou o travessão de Léo Jardim.
Como a eficiência santista decidiu o confronto
Na volta do intervalo, a pressão dos donos da casa aumentou significativamente. O volante Tchê Tchê quase acertou o ângulo de Brazão, e Puma Rodríguez chegou a carimbar a trave santista. Mas o futebol pune o desperdício, e foi exatamente o que aconteceu logo em seguida.
Aos 22 minutos da segunda etapa, a estrela do banco de reservas brilhou. Em transição rápida armada por Rony e Benjamin Rollheiser, a bola sobrou limpa para o centroavante Gabriel, que não perdoou e abriu o placar.
O gol desestabilizou o Vasco, permitindo que a bola parada de Neymar fizesse estragos na defesa carioca. Primeiro, Léo Jardim rebateu uma cobrança de falta no peito de Willian Arão, que marcou o segundo. Pouco depois, outra falta cobrada pelo camisa 10 gerou o rebote aproveitado por Luan Peres, selando o placar em um acachapante 3 a 0.
O que pode acontecer a partir disso
Enquanto o Santos comemora o alívio temporário, o Vasco precisa de uma reação imediata para evitar que o fantasma da Série B se torne uma realidade irreversível. A rodada ainda reserva forte tensão para o Internacional, que faz confronto direto contra o Remo e precisa vencer para tentar escapar da zona onde os santistas acabam de sair.
Em outra ponta da tabela, o Atlético-MG confirmou sua boa fase ao bater o Grêmio também por 3 a 0 na Arena MRV. Com gols de Vitor Hugo e dois de Tomás Cuello, o Galo chegou aos 32 pontos e encostou no G-5, deixando o Tricolor Gaúcho sob o sinal de alerta nas proximidades do perigo.