Atacante Vinícius Júnior comemora o seu décimo gol com a camisa da equipe principal do Brasil
(Imagem: Foto: Nelson Terme / CBF)
O primeiro compromisso da equipe canarinha no torneio mundial não atingiu as expectativas técnicas projetadas pela torcida e pela crônica esportiva. Em entrevista coletiva concedida na zona mista do MetLife Stadium, em Nova Jersey, logo após o empate por 1 a 1 contra a forte equipe de Marrocos, o atacante Vinícius Júnior fez uma leitura autocrítica do desempenho coletivo. O camisa 7 assumiu o protagonismo fora das quatro linhas e admitiu que o futebol apresentado ficou abaixo do potencial do grupo.
O principal jogador ofensivo da Seleção Brasileira explicou que o nervosismo característico e o peso emocional que envolvem uma partida de abertura de Mundial acabaram travando as ações táticas nos primeiros minutos. De acordo com o atleta, o plano de jogo traçado pela comissão técnica sofreu um forte abalo ao ver o adversário abrir o placar de forma precoce, obrigando o time a correr atrás do resultado em um cenário de alta pressão psicológica.
Gol de empate e o panorama do confronto no MetLife Stadium
O desenho da partida mostrou uma equipe de Marrocos extremamente organizada, compacta e dominando as ações no meio-campo. Aos 20 minutos do primeiro tempo, os africanos traduziram essa superioridade em vantagem real com um golaço por cobertura assinado pelo atacante Ismael Saibari. O Brasil mostrava dificuldades de articulação, mas a individualidade acabou salvando a equipe da derrota dez minutos mais tarde. Após receber uma assistência precisa do volante Bruno Guimarães pela faixa esquerda, Vinícius Júnior chamou a responsabilidade, costurou a marcação e garantiu o gol de empate.
Mesmo sendo eleito oficialmente pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) como o melhor jogador em campo, o craque do Real Madrid evitou comemorações individuais. Ele reiterou o respeito ao adversário lembrando que a base marroquina atua unida há um longo ciclo competitivo, mas enfatizou que o vestiário brasileiro deixou o gramado insatisfeito com a produção apresentada e ciente de que o nível técnico precisa subir de forma urgente para os próximos desafios.
Unidade dos 26 convocados e foco na reabilitação
Ao ser questionado pelos jornalistas sobre possíveis alterações táticas e a montagem do trio de ataque para as rodadas seguintes, o camisa 7 adotou uma postura de liderança e evitou alimentar polêmicas de bastidores. Vinícius Júnior defendeu o poder de adaptação do elenco e argumentou que a caminhada rumo ao título exige o uso inteligente de todas as peças disponíveis no banco de reservas:
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Mescla Necessária: A união entre o poder de decisão dos atletas experientes e a intensidade física dos jovens;
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Foco no Coletivo: A consciência de que as características individuais devem servir ao modelo tático;
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Elenco Unido: A certeza de que os 26 jogadores convocados serão acionados ao longo da maratona de jogos.
A delegação da Seleção Brasileira já iniciou os trabalhos de recuperação física e ajustes táticos de olho na reabilitação na tabela de classificação. O elenco volta a campo na próxima terça-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), para enfrentar a seleção do Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O confronto é válido pela segunda rodada do Grupo C da competição, que tem os Estados Unidos como sede desta chave.