Lucas Paquetá e Igor Thiago ganham chance entre os titulares no último teste de Ancelotti antes da Copa do Mundo.
(Imagem: gerado por IA)
Carlo Ancelotti decidiu usar o último ensaio oficial antes da Copa do Mundo para mexer na estrutura da Seleção Brasileira. No amistoso deste sábado (6) contra o Egito, em Cleveland, o treinador dará a titularidade a Lucas Paquetá e Igor Thiago, buscando alternativas táticas que podem ser fundamentais durante o torneio. A decisão reflete o desejo do técnico de ter um elenco versátil, capaz de mudar o ritmo do jogo sem depender de um único esquema.
A Seleção, que vinha de uma vitória convincente por 6 a 2 sobre o Panamá, viaja para Cleveland na noite desta sexta-feira focada em ajustes finos. Além das mudanças no setor ofensivo, o gol terá a presença de Weverton, e a lateral-esquerda será ocupada por Douglas Santos. Na prática, Ancelotti quer observar como o time se comporta com jogadores de características distintas, especialmente na ausência de sua maior estrela.
O grande desfalque continua sendo Neymar. O atacante permanece em Nova Jersey realizando tratamento intensivo para uma lesão de grau 2 na panturrilha. Embora o clima seja de otimismo, o craque só deve se juntar aos treinos com o grupo na próxima semana, dependendo do resultado de uma nova ressonância magnética agendada para segunda-feira (8).
O que muda na prática com as novas peças
A entrada de Lucas Paquetá no lugar de Matheus Cunha não é apenas uma troca de nomes, mas uma mudança de perfil. Ancelotti destacou que Paquetá oferece uma dinâmica de meio-campo que outros jogadores do elenco não possuem, permitindo uma transição mais cadenciada e criativa. Já Igor Thiago, que entra na vaga de Luiz Henrique, traz uma presença de área diferente, testando a profundidade do ataque brasileiro sob pressão.
Outro ponto de atenção é a ausência de Gabriel Magalhães. O zagueiro, peça fundamental no Arsenal, foi poupado devido ao desgaste físico após a final da Champions League. A ideia é garantir que ele chegue 100% fisicamente para a estreia no Mundial. Com isso, a defesa terá que mostrar entrosamento imediato para conter as investidas do time egípcio, conhecido pela velocidade nos contra-ataques.
Por que este teste é vital para o futuro no Mundial
Este confronto em Cleveland é a última oportunidade real de Ancelotti errar e corrigir rotas. O sistema com quatro jogadores ofensivos parece consolidado na mente do italiano, mas a imprevisibilidade de uma Copa exige planos de contingência. E é aqui que está o ponto central: a Seleção precisa provar que pode ser letal mesmo sem o brilho individual de Neymar em campo.
Na prática, isso muda mais do que parece. A dependência tática de um camisa 10 clássico está sendo colocada à prova em favor de um jogo mais coletivo e funcional. Se Paquetá e Igor Thiago corresponderem à altura, Ancelotti terá uma "dor de cabeça positiva" para escalar o time que entrará em campo na estreia oficial.
O caminho até o título começa efetivamente agora. Após o duelo contra o Egito, o foco será total na preparação para o jogo contra o Marrocos, no dia 13 de junho. Em um grupo que ainda conta com Haiti e Escócia, o Brasil entra com o favoritismo habitual, mas sabe que a margem para erros diminuiu drasticamente. O desempenho deste sábado ditará o tom da confiança brasileira para a busca do hexacampeonato.