Time comandado por Carlos Alberto Parreira chegou à Europa carregando o peso do favoritismo absoluto
(Imagem: Acervo CBF / Divulgação)
A campanha da equipe verde e amarela no torneio mundial disputado em solo alemão completou duas décadas envolta em discussões sobre foco e rendimento tático. O grupo canarinho desembarcou na Europa carregando a tríplice coroa do futebol, ostentando as taças vigentes do mundo, da América e das Confederações. O favoritismo era impulsionado por um setor ofensivo histórico apelidado pela imprensa internacional de quadrado mágico.
O período de treinamentos realizado na Suíça transformou se em um evento midiático sem precedentes, atraindo milhares de torcedores e transformando os treinos fechados em espetáculos de entretenimento. Essa superexposição na reta de largada da competição gerou críticas severas após o encerramento do campeonato. Apesar de contar com o melhor elenco estelar a seleção brasileira não conseguiu apresentar um futebol coletivo convincente.
O caminho até o confronto decisivo e o elenco estelar a seleção brasileira
A fase inicial do torneio foi superada com resultados positivos, porém construídos por meio de atuações burocráticas e sem o brilho esperado pelos analistas esportivos. A caminhada começou com um triunfo magro diante dos croatas em Berlim, graças a uma finalização precisa do meio campista do Milan. Na sequência, a equipe superou a barreira montada pela Austrália e sacramentou a liderança da chave com uma goleada sobre os reservas do Japão.
A fase de mata mata colocou o time frente a frente com a surpreendente equipe de Gana na rodada das oitavas de final. Os atacantes brasileiros aproveitaram os espaços deixados pela zaga africana para carimbar a classificação sem grandes sustos pelo placar de três a zero. Essa vitória tranquila acabou camuflando os problemas de posicionamento e a falta de ritmo que cobrariam um preço alto na etapa seguinte.
O choque de realidade aconteceu em Frankfurt diante de um velho carrasco do futebol sul americano. Sob a liderança técnica inspirada do maestro Zinédine Zidane, a seleção da França dominou as ações no meio de campo e anulou as principais peças de criação brasileiras. O gol da classificação europeia nasceu de um cruzamento em bola parada aproveitado pelo atacante Thierry Henry, encerrando o plano do hexacampeonato nacional.