Rayssa Leal vence a etapa de Sydney da Street League Skateboarding 2026.
(Imagem: SLS/Divulgação)
A maranhense Rayssa Leal começou a temporada 2026 da Street League Skateboarding (SLS) com o pé direito. Na madrugada deste domingo (15), ela conquistou a primeira etapa do circuito, realizada no Ken Rosewall Arena, em Sydney, na Austrália.
Com 30,1 pontos, Rayssa Leal superou a japonesa Liz Akama, que ficou em segundo com 29,2 pontos, e a australiana Chloe Covell, terceira com 24,7. A vitória rendeu cerca de US$ 50 mil, equivalente a aproximadamente R$ 300 mil.
Como funciona a SLS
O formato da SLS exige de cada atleta duas voltas de 45 segundos, com a menor nota descartada. Em seguida, vêm cinco manobras individuais, das quais as três melhores contam para a pontuação final.
Rayssa Leal teve desempenho modesto nas voltas, com melhor nota de 5,8, o que a deixava fora do pódio inicialmente. A virada veio nas manobras, onde ela acertou 8,2, 8,4 e 7,7, garantindo a liderança.
As rivais, pressionadas, cometeram erros que consolidaram a vantagem da brasileira. Esse padrão de superação nas manobras individuais tem sido marca registrada de Rayssa Leal no circuito.
Trajetória de Rayssa no skate
Nascida em Imperatriz, no Maranhão, Rayssa Leal, hoje com 18 anos, começou no skate aos seis anos. Aos 11, já subia ao pódio da SLS em Londres e vencia em Los Angeles, tornando-se a mais jovem campeã de uma etapa.
Em Tóquio 2020, aos 13 anos, conquistou prata olímpica, a medalha mais jovem do Brasil na história. Em Paris 2024, levou bronze. Na SLS, é tetracampeã do Super Crown, com vitórias consecutivas até 2025 em São Paulo.
- Prata olímpica em Tóquio 2020 no street skate.
- Bronze olímpico em Paris 2024.
- Tetracampeã SLS Super Crown (2023-2025).
- Múltiplas vitórias em etapas da Street League Skateboarding.
Esses feitos posicionam Rayssa Leal como referência global no skate street, inspirando novas gerações no Brasil.
Desempenho brasileiro no masculino
No masculino, o paulista Giovanni Vianna garantiu terceiro lugar com 34,7 pontos. A vitória ficou com o japonês Ginwoo Onodera (37,3), seguido pelo americano Julian Agliardi (35,5).
O pódio de Vianna reforça a força brasileira na SLS, circuito que atrai os melhores do mundo e distribui prêmios milionários ao longo da temporada.
O que vem pela frente na temporada
A próxima etapa da SLS ocorre em 4 de abril, em Los Angeles, EUA. Antes, de 1º a 8 de março, acontece o Campeonato Mundial de skate street em São Paulo, no Parque Cândido Portinari.
O Mundial, organizado pela World Skate, vale pontos para o ranking olímpico rumo a Los Angeles 2028. Rayssa Leal, bicampeã mundial street, é favorita em casa.
O Brasil sediará ainda duas etapas da SLS em 2026: uma Takeover e o Super Crown, mantendo o país como polo do skate global. Essa agenda intensa testa a consistência de Rayssa Leal em busca do pentacampeonato geral.
Impacto da vitória para o skate brasileiro
A conquista em Sydney impulsiona o esporte no Brasil, onde o skate ganhou visibilidade olímpica. Clubes e projetos sociais crescem, com atletas como Rayssa Leal como exemplo de dedicação.
Financeiramente, os prêmios da SLS permitem investimentos em treinamento e equipamentos. Para o público, eventos como o Mundial em São Paulo aproximam fãs das estrelas.
Analistas veem na trajetória de Rayssa Leal potencial para mais medalhas olímpicas. Sua vitória inicial na Street League Skateboarding sinaliza um ano dominante, com foco em consistência e inovação nas manobras.
O domínio brasileiro na SLS reflete investimentos em infraestrutura, como pistas públicas e apoio da Confederação Brasileira de Skate (CBSk). Isso beneficia não só elites, mas a base amadora.
- São Paulo sedia Mundial street e park em março 2026.
- Duas etapas SLS no Brasil: Takeover e Super Crown.
- Pontos contam para ranking olímpico LA 2028.
- Prêmios superam US$ 50 mil por etapa vencedora.
Com essa vitória, Rayssa Leal reafirma seu status e motiva o movimento skatista nacional rumo a novos recordes.