Hugo Calderano vira número 2 do ranking mundial de tênis de mesa e primeiro sul-americano no top 2.
(Imagem: WTT/Divulgação)
Hugo Calderano conquistou um feito extraordinário ao alcançar a vice-liderança no ranking mundial masculino de tênis de mesa, divulgado pela Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF) nesta semana. Com 29 anos, o atleta brasileiro ultrapassou o chinês Lin Shidong e ficou atrás apenas de Wang Chuqin, acumulando 6.050 pontos nos oito melhores resultados das últimas 52 semanas.
Esse marco não representa apenas o ponto mais alto da carreira de Hugo Calderano, mas também um divisor de águas para o tênis de mesa sul-americano. Pela primeira vez, um representante da América do Sul figura no top 2 global, rompendo com a hegemonia de asiáticos e europeus que dominam o esporte há décadas.
Caminho de conquistas recentes
A ascensão de Hugo Calderano no ranking resulta de uma sequência impressionante de resultados ao longo de 2025 e início de 2026. Ele começou o ano com bronze no WTT Star Contender de Doha, no Catar, e somou pontos cruciais com o título da Copa do Mundo em Macau —seu maior troféu individual até então.
O vice-campeonato no Mundial de Doha, em 2025, foi igualmente decisivo. Calderano se tornou o primeiro não asiático nem europeu a chegar à final do torneio, garantindo uma prata inédita para o Brasil. Vitórias em eventos como WTT Star Contender Foz do Iguaçu, Ljubljana e Buenos Aires completaram o ciclo de pontos que o impulsionou da terceira para a segunda posição.
- Título da Copa do Mundo 2025 em Macau: Primeiro brasileiro campeão do torneio.
- Prata no Mundial de Doha 2025: Final inédita contra o chinês Wang Chuqin.
- Tetracampeonato Pan-Americano individual e por equipes.
- Tricampeonato nos Jogos Pan-Americanos de 2023.
Significado para o Brasil e as Américas
Para o tênis de mesa brasileiro, a posição de Hugo Calderano como número 2 do mundo abre novas perspectivas. A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) destaca que o feito inspira jovens atletas e justifica investimentos em infraestrutura, como centros de treinamento e competições de base.
Desde que entrou no top 10 em 2018, Calderano manteve-se entre os 20 melhores por mais de 250 semanas consecutivas. Sua consistência desafia a dominância chinesa, que responde por cerca de 90% dos títulos mundiais recentes, e posiciona o Brasil como líder continental no esporte.
Em declaração divulgada pela CBTM, o mesatenista expressou orgulho: "É uma honra enorme colocar o Brasil nesse patamar inédito. Esta tem sido a melhor temporada da minha vida, e 2026 ainda está no começo". Ele se inspira em trajetórias longevas como as de tenistas e basquetebolistas de elite.
Mudanças estratégicas e próximos passos
Hugo Calderano reforça sua preparação com uma mudança importante: assinou contrato com o FC Saarbrücken, da Bundesliga alemã, para a temporada 2026/27. Após quase uma década no TTF Liebherr Ochsenhausen, o novo clube oferece rodadas semanais contra os melhores europeus, além de participação na Liga dos Campeões e Copa da Alemanha.
O próximo grande teste será o Singapura Smash, de 22 de fevereiro a 1º de março. Calderano defende pontos lá e pode encostar ainda mais no líder Wang Chuqin. Um bom resultado nesse WTT Major aproximaria o brasileiro do topo do ranking em um calendário repleto de Champions e Star Contenders.
- Singapura Smash 2026: Defesa de pontos e chance de liderança mundial.
- Bundesliga alemã: Competição semanal contra elite europeia.
- Quarto lugar nas Olimpíadas de Paris 2024: Base para novas ambições.
Legado e futuro do tênis de mesa
O êxito de Hugo Calderano sinaliza uma era de maior equilíbrio no tênis de mesa global. Como pioneiro sul-americano no top 2, ele motiva federações de países emergentes a aprimorarem seus programas, com foco em detecção de talentos e intercâmbios internacionais.
No contexto brasileiro, o esporte ganha projeção em veículos nacionais, o que pode ampliar iniciativas escolares e regionais. Especialistas apontam que a permanência no top 3 elevaria o ranking coletivo do Brasil, hoje ancorado unicamente no desempenho de Calderano.
Os desafios à frente incluem gerenciar lesões, adaptar-se ao novo ambiente europeu e entregar em eventos decisivos. Caso mantenha o ritmo atual, o número 1 mundial surge como meta realista, consolidando Calderano como referência histórica do tênis de mesa brasileiro.