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Ter, 22 de Setembro
INDÚSTRIA NAVAL

Petrobras batiza navio com primeira tripulação 100% feminina do Programa Mar Aberto

Petrobras batizou o Starnav Elektra, primeira entrega do Programa Mar Aberto. Navio de R$ 450 milhões navegou com tripulação 100% feminina.

19 set 2026 - 14h37 Joice Gomes   atualizado às 15h42
Petrobras batiza navio com primeira tripulação 100% feminina do Programa Mar Aberto Representação editorial de embarcação de apoio offshore operada integralmente por mulheres. (Imagem: gerado por IA)

A Petrobras batizou no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, o Starnav Elektra, primeira embarcação entregue pelo Programa Mar Aberto, iniciativa criada para renovar e ampliar a frota de apoio às operações offshore da companhia.

O navio foi construído no Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), com investimento de R$ 450 milhões. Além de marcar a primeira entrega do programa, a embarcação ganhou destaque por ter realizado sua navegação inicial entre Santa Catarina e o Rio de Janeiro com tripulação 100% feminina.

Equipe é formada por 16 mulheres

A travessia foi realizada por uma equipe de 16 mulheres, sob comando da capitã Isabela Teixeira Ponce de Leon. A composição exclusivamente feminina representa um marco em um setor historicamente dominado por homens, especialmente nas funções operacionais e de comando marítimo.

A Petrobras afirma que a iniciativa busca ampliar diversidade, formação profissional e presença feminina na indústria naval e offshore.

Navio vai apoiar plataformas de petróleo e gás

O Starnav Elektra será empregado no apoio logístico às plataformas das bacias petrolíferas brasileiras. Em operações offshore, embarcações desse tipo transportam equipamentos, mantimentos, peças e outros insumos necessários ao funcionamento de unidades marítimas.

A modernização da frota pode reduzir custos operacionais, elevar eficiência logística e diminuir indisponibilidades associadas a embarcações mais antigas.

Programa Mar Aberto prevê renovação da frota

O Mar Aberto integra a estratégia da Petrobras para ampliar a capacidade de transporte e apoio marítimo, ao mesmo tempo em que estimula a indústria naval brasileira.

A companhia tem defendido que encomendas locais podem gerar emprego, renda, qualificação e demanda para estaleiros, fornecedores e serviços especializados.

Investimento também fortalece indústria naval

A construção em Itajaí mobilizou uma cadeia de fornecedores de equipamentos, engenharia, montagem e serviços. Para a Petrobras, a encomenda nacional ajuda a reconstruir capacidade industrial em um segmento que passou por forte retração na última década.

O programa também se conecta à expansão da produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas, que exige uma frota de apoio capaz de operar com regularidade e segurança.

Marco de diversidade no setor marítimo

A viagem com tripulação integralmente feminina tem valor simbólico e operacional. Mulheres ainda são minoria em carreiras marítimas, especialmente em postos de comando e áreas técnicas embarcadas.

Ao colocar uma equipe formada apenas por mulheres em uma operação real, a empresa pretende mostrar que a ampliação da diversidade pode ocorrer também nas funções de alta responsabilidade e complexidade técnica.

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