Estudo para Pedagio na Paraiba
(Imagem: Reprodução IA)
O debate sobre pedágio na Paraíba ganhou espaço nas redes sociais após a assinatura de um contrato entre o Ministério dos Transportes e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O acordo, firmado em 14 de outubro de 2026, prevê estudos para possíveis concessões de rodovias federais, incluindo trechos das BRs 104 e 116 que passam pelo estado. A contratação, entretanto, ainda é uma etapa preparatória.
Isso significa que a assinatura não entrega imediatamente as estradas a uma empresa privada. O trabalho contratado deverá avaliar quais segmentos têm condições de receber uma concessão e quais investimentos seriam necessários. O Ministério dos Transportes esclarece que a inclusão de uma rodovia nos estudos não garante que toda a extensão analisada será concedida.
Quais trechos da Paraíba estão nos estudos?
Em nota encaminhada à CBN Paraíba e publicada pelo Jornal da Paraíba, o BNDES detalhou que o levantamento contempla 199 quilômetros da BR-104 em território paraibano, entre Nova Floresta, na divisa com o Rio Grande do Norte, e Alcantil, na divisa com Pernambuco.
Também estão previstos 13,4 quilômetros da BR-116, na zona rural de Cachoeira dos Índios, no extremo oeste paraibano, próximo ao Ceará. Essas extensões integram corredores interestaduais maiores. Portanto, os números divulgados para o conjunto de cada corredor não correspondem apenas à quilometragem localizada na Paraíba.
Pedágio na Paraíba já está confirmado?
O contrato de estudos não autoriza, por si só, a cobrança de pedágio. Nas informações consultadas sobre o projeto, não foram apresentados valores de tarifas, locais de cobrança ou uma data para o início de pagamentos nesses trechos paraibanos.
A possibilidade, porém, faz parte do debate sobre o modelo. Segundo o Ministério dos Transportes, uma concessão rodoviária transfere a administração de determinado trecho a uma empresa por prazo definido. Em contrapartida às obrigações de manutenção, investimentos e serviços, o modelo prevê arrecadação por tarifas de pedágio.
O valor depende dos estudos técnicos, que consideram fatores como condições do pavimento, circulação de veículos, obras necessárias e despesas de operação. Assim, ainda não há base para informar quanto um motorista pagaria em uma eventual viagem pelos segmentos estudados.
Estudos e aprovações antecedem eventual concessão
O planejamento divulgado pelo Ministério dos Transportes prevê uma análise inicial de pré-viabilidade, com prazo de até 90 dias após a emissão da ordem de serviço. Depois, serão desenvolvidos os estudos que darão suporte à estruturação dos projetos.
A previsão preliminar é que parte da carteira avance para consultas públicas e preparação de leilões em 2028, e a maioria em 2029. Esse cronograma depende da conclusão das análises e das aprovações necessárias; não representa uma data anunciada para começar a cobrar pedágio na Paraíba.
Antes de uma concessão se concretizar, o processo também envolve participação pública, avaliação dos órgãos competentes, publicação de edital, leilão e assinatura de contrato com a empresa vencedora. As audiências permitem que a população apresente contribuições sobre os estudos e as obrigações propostas.
Para quem utiliza essas estradas, a informação central é que há uma avaliação em andamento sobre possíveis concessões. A mensagem que circula nas redes antecipa uma transferência de gestão que ainda depende de estudos e decisões posteriores. O anúncio também não abrange todas as BRs que atravessam a Paraíba.
Estudante iniciante de Jornalismo com graduando em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), possui mais de 15 anos de experiência na área comercial. Tem interesse em análise de dados, apuração de informa...
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