Bomba de Combustível e Gaz de coxinha
(Imagem: Foto: Ilustrativa/IA)
Os motoristas e trabalhadores do setor produtivo devem se preparar para uma nova rodada de altas nos postos de combustíveis. A partir de 1º de fevereiro de 2027, entrarão em vigor os novos valores da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre a gasolina e o diesel, aprovados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A medida afeta diretamente o valor final pago nos postos do estado.
Com a atualização, o imposto fixo (ad rem) aplicado sobre a gasolina subirá de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, representando um acréscimo de R$ 0,07 na carga tributária. Já o diesel sofrerá um reajuste ainda maior: a alíquota passa de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, o que equivale a uma elevação de R$ 0,13 ou cerca de 11,1% de aumento no imposto cobrado pelos estipulantes estaduais.
Como o ajuste afeta o preço dos combustíveis na Paraíba
Se as distribuidoras e os postos repassarem integralmente a alta de impostos ao consumidor final, o preço dos combustíveis na Paraíba atingirá patamares inéditos. Com base em levantamentos de preços médios da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o custo médio da gasolina no estado pode saltar de R$ 6,31 para R$ 6,38 por litro. Por sua vez, o litro do diesel S10 deve subir de R$ 7,28 para R$ 7,41.
O impacto promete ser ainda mais pesado no interior do estado, onde os custos de frete rodoviário até as distribuidoras já encarecem as bombas. Em simulações baseadas na região do Sertão, tomando o município de Sousa como referência, a gasolina pode chegar a R$ 6,86 por litro após o reajuste. O diesel S10, combustível essencial para a frota pesada, pode alcançar a marca de R$ 7,80 por litro. Especialistas ressaltam que tais números são estimativas calculadas estritamente com base na variação do tributo, sem contabilizar eventuais oscilações do petróleo no mercado internacional.
Impactos no setor de transporte e no custo de vida
A elevação do imposto sobre o diesel acendeu um sinal de alerta entre caminhoneiros, agricultores e comerciantes do interior paraibano. A região sertaneja, em cidades polos como Cajazeiras, Sousa e Patos, depende fortemente do transporte rodoviário de cargas para abastecer feiras, supermercados e indústrias locais.
Em uma conta prática, o motorista de um caminhão de grande porte que abastece um tanque de 300 litros de diesel gastará cerca de R$ 39 a mais a cada parada no posto, considerando apenas o repasse direto do tributo. Esse aumento no custo operacional do frete tende a ser repassado em cadeia ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos, de insumos agrícolas e de mercadorias em geral.
O reajuste faz parte de uma política de padronização nacional das alíquotas estaduais, mas ocorre em meio a intensos debates entre governadores e a União sobre mecanismos de controle de inflação. Embora a nova alíquota tenha data certa para passar a vigorar em fevereiro de 2027, o valor definitivo que o paraibano pagará nas bombas dependerá da concorrência entre os postos, das margens de lucro de cada estabelecimento e do comportamento de preços da Petrobras até lá.