Representação editorial de pregão europeu marcado por valorização das bolsas, recuo do petróleo e decisão do Banco da Inglaterra.
(Imagem: gerado por IA)
As bolsas europeias avançaram nesta quinta-feira (17), favorecidas pela queda do petróleo e por uma pausa na alta dos rendimentos dos títulos globais. O índice pan-europeu Stoxx 600 chegou a subir cerca de 0,5%, enquanto o DAX alemão também avançava aproximadamente 0,5%.
O petróleo caiu pela segunda sessão consecutiva, embora permanecesse acima de US$ 100 por barril. A redução das cotações ajudou ações de companhias de viagens e transporte, que tendem a se beneficiar de custos menores de combustível.
Banco da Inglaterra mantém juros em 3,75%
O Banco da Inglaterra decidiu manter a taxa básica em 3,75%. A decisão foi tomada por seis votos a três, com três integrantes do comitê defendendo aumento de 0,25 ponto percentual.
A autoridade monetária alertou que os riscos de inflação aumentaram e projetou que o índice de preços pode superar 4% no início de 2027 caso a pressão de energia persista.
Petróleo ajuda setores de viagens e indústria
Na abertura, ações de viagens avançavam cerca de 0,8%, acompanhando o recuo do petróleo. Papéis de tecnologia também apresentavam alta semelhante, enquanto o setor de energia ficava pressionado pela queda da commodity.
Relatos de oferta adicional de petróleo saudita por rotas alternativas contribuíram para aliviar parte das preocupações recentes sobre abastecimento.
Fed também mexeu com os mercados
Na véspera, o Federal Reserve elevou os juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual e indicou que novas altas continuam possíveis diante da inflação. A decisão pressionou inicialmente os mercados de títulos, mas os rendimentos de longo prazo recuaram nesta quinta-feira, trazendo algum alívio para as ações.
Inflação segue no centro das decisões
Apesar da melhora das bolsas, investidores continuam atentos ao impacto da energia sobre a inflação. O Banco da Inglaterra afirmou que uma escalada prolongada dos custos de petróleo e gás pode exigir política monetária mais restritiva.
O cenário europeu, portanto, combina alívio de curto prazo no petróleo com preocupação de médio prazo sobre inflação e juros, o que deve manter os mercados voláteis.