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Carnaval

Ocupação hoteleira no carnaval do Rio de Janeiro supera 99% e bate recorde em relação a 2025

18 fev 2026 - 16h55 Joice Gomes   atualizado às 17h15
Ocupação hoteleira no carnaval do Rio de Janeiro supera 99% e bate recorde em relação a 2025 A ocupação hoteleira no carnaval do Rio de Janeiro alcançou 99,02%, superando os 98,62% de 2025. (Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O carnaval de 2026 no Rio de Janeiro registrou números impressionantes no setor hoteleiro. A taxa média de ocupação chegou a 99,02% na capital fluminense, superando os 98,62% do ano anterior. O dado foi divulgado pelo Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares, Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO).

A alta demanda reflete o sucesso da folia carioca, que atraiu foliões nacionais e internacionais para blocos de rua, desfiles no Sambódromo e programações nas praias. Regiões como Glória a Botafogo, com 99,89%, lideraram as estatísticas, seguidas de perto por Ipanema/Leblon e Leme/Copacabana.

Regiões com maior ocupação na capital

A distribuição da ocupação hoteleira variou por bairros, mas manteve níveis excepcionais em toda a cidade. A área de Glória a Botafogo alcançou 99,89%, impulsionada pela proximidade com blocos e eventos culturais. Ipanema/Leblon registrou 99,75%, enquanto o Centro chegou a 99,47%.

  • Leme/Copacabana: 99,46%;
  • Barra/Recreio/São Conrado: 97,98%.

Esses números superam as expectativas iniciais, que apontavam para 91% na semana pré-carnaval. A evolução demonstra a força do evento em lotar estabelecimentos mesmo em períodos de alta temporada concorrente.

Desempenho no interior do estado

No interior fluminense, a ocupação hoteleira média foi de 83,89%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ). Destinos litorâneos e serranos registraram altas taxas, beneficiados pela diversificação turística além da capital.

Arraial do Cabo liderou com 95,40%, seguido por Miguel Pereira (94,40%) e Angra dos Reis (93,90%). Cidades como Búzios (85,80%) e Paraty (83,70%) também se destacaram, atraindo visitantes em busca de calmaria após a agitação carioca.

  • Vassouras: 84,90%;
  • Nova Friburgo: 83,80%;
  • Valença/Conservatória: 83,40%;
  • Rio das Ostras: 83,20%;
  • Cabo Frio: 80,80%.

Esses resultados reforçam o carnaval como motor econômico para todo o estado, com impactos em hospedagem, gastronomia e lazer regional.

Impacto econômico do carnaval carioca

O carnaval impulsiona a economia da cidade com projeções de R$ 5,9 bilhões em movimentação, segundo a Prefeitura do Rio. O valor considera gastos em hospedagem, alimentação, transporte e eventos, superando os R$ 5,7 bilhões de 2025.

A expectativa envolve 8 milhões de foliões, gerando cerca de 50 mil empregos temporários e R$ 240 milhões em ISS para o município. Setores como bares, restaurantes e shoppings beneficiam-se diretamente da permanência prolongada dos turistas.

O presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes, destacou a festa como tipicamente carioca, com ruas cheias e dias de sol nas praias. A combinação de hospitalidade e alegria resultou em hotéis lotados e benefícios para toda a cadeia turística.

Evolução das reservas ao longo do período

As reservas evoluíram rapidamente nas semanas anteriores à folia. Em janeiro, a taxa estava em 73,91%, subindo para 91,82% em fevereiro. Na véspera, já superava 95% em áreas centrais.

Para o Desfile das Campeãs, nos dias 20 e 21 de fevereiro, a média projetada foi de 85,13%, com Copacabana em 97,14%. Essa trajetória confirma a consolidação do Rio como destino premier para o carnaval.

No contexto nacional, o evento deve movimentar R$ 18,6 bilhões no Brasil, alta de 10% sobre 2025, conforme o Ministério do Turismo. O Rio concentra grande parte desse fluxo, reforçando sua liderança.

Por que isso importa para o turismo

A ocupação hoteleira acima de 99% sinaliza recuperação plena do setor pós-pandemia e atratividade global da folia carioca. Turistas internacionais, especialmente argentinos, contribuíram para o recorde, com crescimento estimado em 18%.

Os impactos práticos incluem aumento na arrecadação municipal, estímulo a pequenos negócios e projeção positiva da imagem do Brasil. Hotéis, pousadas e meios alternativos de hospedagem esgotaram rapidamente, recomendando reservas antecipadas para edições futuras.

Olhando adiante, o sucesso de 2026 pode elevar expectativas para 2027, com investimentos em infraestrutura e segurança para manter o crescimento. A prefeitura já destina R$ 100 milhões anuais à organização, garantindo sustentabilidade do evento.

O carnaval prova ser mais que festa: é alavanca para desenvolvimento econômico, cultural e social, beneficiando moradores e visitantes por meses após a folia.

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