Alho é associado a possíveis benefícios cardiovasculares, segundo estudos.
(Imagem: Canva)
Presente na alimentação de grande parte dos brasileiros, o alho também tem histórico de uso medicinal em diversas culturas. Nos últimos anos, os suplementos de alho ganharam popularidade por prometerem benefícios à saúde cardiovascular, mas até que ponto isso é comprovado?
Uma reportagem do The New York Times ouviu especialistas para analisar o que a ciência realmente diz sobre o tema.
Quais benefícios são prometidos?
Entre as principais alegações associadas aos suplementos estão:
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Redução da pressão arterial
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Diminuição dos níveis de colesterol
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Retardo no acúmulo de placas nas artérias
Esses fatores estão diretamente ligados à prevenção de doenças cardiovasculares, o que explica o interesse crescente pelo produto.
O que dizem os estudos?
De acordo com Donald D. Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva, existem pesquisas indicando que o alho — seja cru, cozido ou em forma de suplemento pode contribuir para a melhora de fatores de risco cardiovascular.
Uma meta-análise publicada em janeiro reuniu dados de 108 ensaios clínicos envolvendo mais de 7 mil adultos. Os resultados sugerem impacto positivo em indicadores ligados à saúde do coração.
Por outro lado, especialistas alertam que a qualidade dos estudos pode variar. A professora Linda Van Horn, da Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern, destaca que pesquisas com suplementos enfrentam desafios metodológicos.
Segundo ela, a composição dos produtos pode variar entre marcas, e é difícil determinar se a melhora observada é resultado exclusivo do suplemento ou de outros fatores, como dieta, estilo de vida e genética.
Conclusão: ajuda, mas não faz milagres
Embora existam indícios de benefícios, os especialistas reforçam que suplementos não substituem hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e acompanhamento médico regular.
Antes de iniciar qualquer suplementação, a recomendação é buscar orientação profissional para avaliar riscos e necessidades individuais.