Infarto em jovens.
(Imagem: de jcomp no Freepik)
Milhares de brasileiros sonham com as férias o ano todo, vendo nelas uma chance de escapar da rotina exaustiva. Mas será que esse tempo de folga realmente ajuda a baixar o risco de problemas no coração, como o infarto? Estudos comprovam que sim, desde que o descanso seja bem aproveitado.
O estresse diário eleva hormônios como cortisol e adrenalina, pressionando o sistema cardiovascular. Pesquisas finlandesas mostram que quem tira ao menos três semanas de férias ao ano tem menor chance de doenças cardíacas, graças à redução desse estresse.
Estudos comprovam benefícios das férias
Um estudo de longo prazo na Finlândia revelou que férias de pelo menos 20 dias diminuem o risco de eventos cardiovasculares. Participantes que descansaram regularmente apresentaram níveis mais baixos de pressão arterial e inflamação nas artérias.
Outra pesquisa, publicada no Journal of Applied Psychology, analisou 32 estudos e concluiu que as férias reduzem em até 30% o risco de morte por problemas cardíacos em homens de alto risco. Mulheres que viajam duas vezes por ano têm oito vezes menos probabilidade de doenças no coração.
O Framingham Heart Study, que acompanhou trabalhadores por décadas, ligou a falta de pausas ao dobro de chances de infarto. Esses dados reforçam que o descanso não é luxo, mas necessidade médica.
Estresse crônico: o vilão do coração
O estresse prolongado causa hipertensão, acelera o coração e promove placas nas artérias, pavimentando o caminho para infartos. Cardiologistas alertam que sem breaks, o corpo entra em sobrecarga constante.
Durante as férias, o corpo se recupera: melhora o sono, equilibra hormônios e fortalece o sistema imunológico. No entanto, só 8 dias já atingem o pico de bem-estar, segundo finlandeses, depois os ganhos diminuem.
- Redução de cortisol em até 30% após uma semana de descanso.
- Melhora na pressão arterial em 80% dos casos estudados.
- Diminuição de 25% no risco de síndrome metabólica por viagem.
Hábitos ruins que sabotam o descanso
As férias podem virar cilada se virarem sinônimo de excessos. Consumo alto de álcool, dietas irregulares e sono bagunçado elevam o risco de arritmias e infartos, especialmente no fim de ano.
Viagens longas, jet lag e calor excessivo adicionam estresse extra. Pessoas com hipertensão ou histórico familiar precisam redobrar atenção, levando remédios e evitando exageros.
Sintomas como dor no peito, falta de ar ou palpitações exigem socorro imediato. A Sociedade Brasileira de Cardiologia lembra: doenças cardíacas matam 400 mil por ano no Brasil.
Como curtir férias com o coração protegido
Escolha atividades leves: caminhadas na praia, natação ou ioga mantêm o corpo ativo sem forçar. Opte por comidas leves, ricas em frutas e vegetais, e beba muita água.
- Mantenha horários de sono regulares para equilibrar o ritmo cardíaco.
- Limite álcool a uma dose por dia e evite energéticos.
- Faça check-up antes de viajar, especialmente se acima de 40 anos.
- Inclua momentos de relaxamento real, longe do celular.
Especialistas como a Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes, cardiologista com CRM-GO 33.271, enfatizam: férias são aliadas do coração quando integradas a um estilo de vida saudável o ano todo. Não basta pausar, é preciso pausar bem.
Assim, planeje seu próximo recesso com sabedoria. Um coração forte depende de descanso inteligente, não só de folga aleatória. Estudos provam: quem descansa direito vive melhor e mais.