SUS analisa adoção de rastreamento do câncer colorretal com exame periódico e possível ampliação do diagnóstico precoce e da prevenção.
(Imagem: Câmara Municipal de Afonso Claudio/Divulgação)
Uma importante avanço na área de oncologia acaba de ser liberado no país para ampliar as opções terapêuticas de pessoas diagnosticadas com quadros graves. Pacientes adultos diagnosticados com câncer colorretal em estágio metastático contam com um novo aliado aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão regulador concedeu o registro oficial para a circulação do remédio Fruzaqla, que tem como princípio ativo a substância fruquintinibe.
A liberação da Anvisa atende uma demanda específica da medicina voltada a indivíduos que já passaram por fases anteriores de intervenção medicamentosa e quimioterapia. O tratamento é direcionado a pacientes que utilizaram protocolos à base de fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano. Quando essas etapas não alcançam a regressão esperada, o novo remédio passa a ser uma alternativa viável e regulamentada no combate direto às células tumorais.
Como funciona a nova terapia contra o câncer colorretal
O grande diferencial do fruquintinibe está na sua capacidade de bloquear receptores vitais para o avanço da lesão oncogênica. O medicamento atua interrompendo a sinalização do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), uma substância naturalmente responsável por estimular a geração de vasos sanguíneos no organismo.
Em quadros de câncer colorretal, o surgimento desses novos vasos é o meio pelo qual o tumor se desenvolve, garantindo a irrigação de sangue e nutrientes necessários para que as células doentes continuem se multiplicando. A inibição dessa rota biológica é uma metodologia consolidada na oncologia moderna para frear doenças de alta complexidade.
Impacto na vascularização e no controle do tumor
Ao impedir a ação dos receptores de maneira seletiva, a substância reduz drasticamente o fluxo de irrigação da massa tumoral. Na prática, o medicamento interrompe o suprimento de sangue que alimenta a lesão, impedindo a progressão do quadro no paciente.
O enfrentamento ao câncer colorretal com o novo fármaco amplia a expectativa de controle da doença. A desaceleração na criação da malha sanguínea tumoral possibilita um manejo mais assertivo do estado de saúde dos indivíduos em acompanhamento médico especializado. A chegada do produto ao mercado brasileiro reforça a constante evolução do setor farmacêutico em busca de terapias direcionadas e com focos de atuação cada vez mais específicos para quadros de câncer colorretal metastático.