Sistemas de alta pressão trazem ar polar e declínio acentuado das temperaturas nas regiões Sul e Sudeste.
(Imagem: Canva)
A transição para os meses mais frios do ano consolida-se com a atuação de sistemas meteorológicos de forte intensidade sobre o território nacional. Uma robusta frente de alta pressão atmosférica avança pelo Oceano Atlântico, servindo como canal para o escoamento de ventos polares em direção ao continente. De acordo com os principais institutos de monitoramento climático, o fenômeno provocará o declínio acentuado das temperaturas nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e, de forma mais branda, em trechos do Nordeste, além de alterar o regime de chuvas na faixa litorânea.
Intensidade do frio no Centro-Sul
O núcleo do ar frio exercerá maior influência sobre os estados da Região Sul e do Sudeste. Os modelos climáticos indicam que o ápice do resfriamento ocorrerá nas primeiras horas das manhãs de terça (2) e quarta-feira (3), período em que a sensação térmica deve ser intensificada pelos ventos úmidos. A previsão indica que a massa congelante vai castigar o Brasil na 1ª semana de junho e frio será mais intenso no Sul e Sudeste, apresentando as seguintes especificidades por estado:
-
Paraná e Santa Catarina: Apresentam-se como os estados mais afetados pelo declínio térmico, com mínimas gerais variando entre 7°C e 15°C, mas com potencial para despencar abaixo de 5°C nas regiões serranas e de maior altitude;
-
Minas Gerais: O quadrante sul do estado deve registrar marcas de 10°C ou menos, enquanto as demais áreas mineiras oscilam entre 12°C e 17°C;
-
São Paulo: Os termômetros na capital e no interior paulista devem registrar variações térmicas contidas entre as marcas de 10°C e 16°C;
-
Rio de Janeiro e Espírito Santo: O território fluminense espera mínimas de 13°C a 18°C, ao passo que o estado capixaba terá um comportamento térmico entre 13°C e 21°C.
Umidade oceânica e o cronograma de chuvas
A dinâmica de circulação dos ventos associada ao sistema de alta pressão empurrará uma quantidade significativa de umidade marítima em direção à costa leste brasileira. Esse fator provocará o aumento substancial da cobertura de nuvens e o desencadeamento de episódios de precipitação ao longo da semana, embora o tempo comece a mostrar sinais de estabilização a partir de sexta-feira (5).
O cronograma diário de instabilidade projeta chuvas leves na terça-feira (2) entre o Paraná e a Bahia, demandando maior atenção o litoral do Espírito Santo, onde há risco de temporais moderados a fortes. Entre a quarta (3) e a quinta-feira (4), o volume de água se espalha pelo leste catarinense, paranaense, paulista, fluminense e baiano, além de alcançar porções de Minas Gerais, com as pancadas se concentrando no período da tarde. Os acumulados globais previstos para a semana devem flutuar entre 5 mm e 40 mm, com maior densidade pluviométrica nos litorais capixaba e baiano.
Nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, o ar polar também deixará marcas perceptíveis. O sul do Mato Grosso do Sul sentirá o declínio térmico com mínimas abaixo de 15°C, enquanto Goiás registrará amanheceres entre 14°C e 17°C. No Nordeste, a massa de ar frio ganhará força a partir de sexta-feira (5), com o termômetro recuando de 1°C a 2°C na Bahia e podendo atingir a marca de 14°C em municípios do planalto, como Vitória da Conquista.