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Ter, 06 de Outubro
Biodiversidade

Brasil recebe conferência internacional sobre proteção de espécies migratórias

22 mar 2026 - 19h35 Alexsander Arcelino
Evento internacional sobre espécies migratórias realizado no Brasil com autoridades e especialistas. Brasil sedia conferência internacional sobre proteção de espécies migratórias. (Imagem: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil)

O Brasil será sede da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, conhecida como COP15.

O evento acontece entre os dias 23 e 29 de março na cidade de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul, reunindo representantes de mais de 130 países e da União Europeia.

O encontro faz parte da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, tratado internacional que busca fortalecer a cooperação entre países para proteger animais que percorrem grandes distâncias durante seus ciclos naturais.

Novo ciclo de cooperação internacional

A conferência marca o início de um novo ciclo de três anos de negociações e acordos internacionais voltados à preservação das espécies migratórias.

Durante esse período, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, assumirá a presidência da COP15 e ficará responsável por coordenar os debates entre os países participantes.

Entre os principais temas da agenda estão a atualização das listas de espécies protegidas e a análise de novos dados científicos sobre os padrões de migração de animais em diferentes regiões do planeta.

Brasil tem papel importante na rota migratória

De acordo com especialistas, o Brasil possui grande relevância para a conservação das espécies migratórias por causa de sua biodiversidade e extensão territorial.

O país abriga o segundo maior número de espécies de aves do mundo e recebe anualmente cerca de 126 espécies migratórias.

Além das aves, diversas outras espécies utilizam o território brasileiro durante seus ciclos naturais, como a baleia jubarte, que migra milhares de quilômetros até o arquipélago de Abrolhos para reprodução, e a toninha, um pequeno golfinho que se desloca entre Brasil, Argentina e Uruguai.

Também fazem parte desse ciclo espécies como tartarugas marinhas e diversos peixes que atravessam fronteiras marítimas e continentais.

Pantanal foi escolhido para sediar o evento

A escolha de Campo Grande para sediar o encontro está diretamente ligada à proximidade com o Pantanal, considerado a maior área úmida continental do planeta.

O bioma é considerado um ponto estratégico nas rotas migratórias de diversas espécies e funciona como um importante local de descanso, alimentação e reprodução.

Além disso, o Pantanal é compartilhado por três países: Brasil, Paraguai e Bolívia, o que reforça a necessidade de cooperação internacional para sua preservação.

Conferência discute ameaças às espécies

Entre os principais desafios debatidos no encontro estão a perda de habitat, a poluição ambiental, a caça ilegal e os impactos das mudanças climáticas.

Outro problema citado por especialistas são barreiras físicas criadas por atividades humanas, como linhas de transmissão, turbinas eólicas e edifícios iluminados, que podem desorientar animais durante a migração.

O objetivo da conferência é ampliar acordos de cooperação internacional e definir medidas que garantam rotas seguras para as espécies migratórias em todo o mundo.

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