Bombeiros resgataram 348 pessoas de afogamento no litoral paulista entre 14 e 17 de fevereiro de 2026.
(Imagem: Helder Lima/Prefeitura do Guarujá)
O Corpo de Bombeiros do estado de São Paulo realizou um trabalho intenso durante o carnaval de 2026, salvando 348 vítimas de afogamento em praias do litoral paulista. Os resgates ocorreram entre sábado (14) e terça-feira (17) de fevereiro, período de grande movimentação nas faixas de areia devido às festas e ao clima favorável.
A maioria dos casos aconteceu na Baixada Santista, com cerca de 190 salvamentos nas praias de Guarujá, Santos, Praia Grande, Mongaguá e Bertioga. No litoral Norte, incluindo São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba, foram 130 pessoas retiradas do mar em segurança. Já no litoral Sul, de Itanhaém a Ilha Comprida, os bombeiros socorreram 28 banhistas.
Casos destacados nos resgates
Entre os atendimentos mais chamativos, duas adolescentes de 12 e 15 anos foram salvas em Santos após uma delas pular de uma pedra para o mar. Em Ubatuba, um banhista à deriva foi resgatado com apoio do helicóptero Águia 11 da Polícia Militar, que posicionou a aeronave para facilitar a operação dos guarda-vidas.
Outro episódio envolveu cinco jovens de cerca de 25 anos em Ubatuba, arrastados por correnteza em área sinalizada como perigosa. Todas as vítimas foram retiradas da água sem ferimentos graves, graças à rápida resposta das equipes do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar).
Esses incidentes ilustram os perigos comuns, como correntes de retorno e desrespeito às bandeiras de sinalização, que indicam condições do mar e áreas de risco.
Medidas preventivas adotadas
Além dos resgates, o GBMar realizou 52,1 mil intervenções preventivas durante o carnaval. As ações incluíram orientações diretas a banhistas, instalação de bandeiras de alerta e patrulhamento constante nas praias mais procuradas.
Os guarda-vidas enfatizaram a importância de evitar o consumo de álcool antes de entrar no mar, respeitar as recomendações profissionais e nadar apenas em locais vigiados. Essas estratégias reduziram o número de ocorrências graves em comparação a carnavais anteriores.
- 52,1 mil intervenções preventivas totais.
- Sinalização com bandeiras vermelhas em áreas de alto risco.
- Patrulhamento aéreo com helicóptero Águia 11.
- Orientações sobre correntes de retorno e supervisão de crianças.
Por que os afogamentos aumentam no carnaval
O feriado prolongado atrai milhões de pessoas às praias, elevando o fluxo em até 300% em algumas regiões do litoral paulista. Fatores como ondas fortes, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e entrada em áreas não liberadas contribuem para o risco.
Segundo dados históricos, o carnaval é um dos períodos com mais registros de afogamentos no Brasil, superando até o Réveillon em volume de ocorrências. Em 2025, por exemplo, o litoral de SP teve 114 resgates em um carnaval anterior, mas com mortes registradas, o que destaca a efetividade das ações de 2026.
Especialistas apontam que a combinação de folia, sol e mar cria um cenário propício para imprudências, como mergulhos noturnos ou brincadeiras longe dos postos de salva-vidas.
Impactos e lições para o futuro
A operação de carnaval reforça a necessidade de investimentos contínuos em guarda-vidas e equipamentos de resgate. Sem essas ações, o número de vítimas fatais poderia ser bem maior, impactando famílias e sobrecarregando serviços de saúde.
Para os próximos feriados, o Corpo de Bombeiros planeja expandir o uso de drones e tecnologias de monitoramento em tempo real. Campanhas educativas nas redes sociais e escolas também ganharão força para conscientizar sobre segurança aquática.
O sucesso dos 348 resgates demonstra que prevenção salva vidas. Banhistas que respeitam as regras contribuem para um litoral mais seguro, permitindo que o lazer nas praias seja sinônimo de diversão sem sustos.
Autoridades estaduais destacam que o modelo adotado no carnaval pode ser replicado em outros eventos de grande porte, como o réveillon e a temporada de verão. A redução de mortes em relação a anos anteriores valida a estratégia integrada entre bombeiros, prefeituras e Polícia Militar.
- Aumento de 20% no efetivo de guarda-vidas em praias críticas.
- Parcerias com prefeituras para mais postos de salvamento.
- Campanhas sobre álcool e mar em mídias sociais.
- Monitoramento climático para alertas prévios de ondas.
Esses números e ações posicionam São Paulo como referência em segurança marítima, incentivando outros estados a adotarem práticas semelhantes.