Descubra os detalhes da prisão de técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF).
(Imagem: Divulgação/PCDF)
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu três técnicos de enfermagem suspeitos de causar a morte de pacientes em um hospital particular de Taguatinga. Os crimes ocorreram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, entre novembro e dezembro de 2025.
De acordo com as investigações, um técnico de 24 anos usou o sistema do hospital com login de um médico para prescrever medicamentos inadequados. Ele retirava as substâncias na farmácia e as aplicava nas vítimas, causando paradas cardiorrespiratórias imediatas.
Duas mulheres, de 22 e 28 anos, teriam auxiliado nos crimes. Inicialmente, todos negaram envolvimento, mas confessaram após confrontados com imagens das câmeras de segurança.
Vítimas identificadas e circunstâncias
As vítimas eram uma professora aposentada de 75 anos, de Taguatinga; um servidor público de 63 anos, do Riacho Fundo I; e outro servidor de 33 anos, de Brazlândia. Elas apresentaram piora súbita durante as aplicações.
Em um caso chocante, o principal suspeito aplicou desinfetante por via intravenosa dez vezes na idosa de 75 anos, após várias paradas cardíacas. Ele ainda simulava massagem cardíaca para disfarçar as ações.
O hospital identificou irregularidades nos óbitos e instaurou comitê interno. Em menos de 20 dias, encaminhou evidências à polícia, resultando nas prisões em 12 e 15 de janeiro de 2026.
Investigação e prisões em detalhes
A operação da Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP) incluiu mandados de prisão temporária e buscas em Taguatinga, Brazlândia, Águas Lindas de Goiás, Ceilândia e Samambaia. Foram apreendidos dispositivos eletrônicos.
- Principal suspeito: técnico de 24 anos, autor das injeções letais.
- Auxiliares: mulheres de 22 e 28 anos, cúmplices em dois crimes.
- Método: prescrição irregular e aplicação de substância incompatível.
- Motivação: ainda em apuração, sem indícios de pedido das vítimas ou familiares.
A PCDF verifica se há mais casos no hospital ou em outras unidades onde os suspeitos atuaram. O inquérito corre em sigilo.
Repercussões e posicionamento do hospital
O Hospital Anchieta demitiu os envolvidos imediatamente e comunicou as famílias, prestando esclarecimentos. Em nota, enfatizou transparência e compromisso ético.
"Ao identificar circunstâncias atípicas, instauramos comitê interno e encaminhamos evidências às autoridades", diz o comunicado. O caso expõe falhas de segurança em UTIs e levanta debates sobre fiscalização em profissionais de saúde.
Os suspeitos podem responder por homicídio qualificado, com penas acima de 30 anos. A defesa não foi localizada até o momento.
Este episódio reforça a necessidade de protocolos rigorosos em ambientes hospitalares. A sociedade cobra respostas rápidas e justiça para as famílias das vítimas.
A investigação continua, e novas revelações podem surgir nos próximos dias. O caso abala a confiança em unidades de terapia intensiva no DF.