Bombeiros atuam no rescaldo após incêndio de grandes proporções no pavilhão de melancias da Ceagesp, em São Paulo.
(Imagem: Câmera de segurança Ceagesp)
Um grave incêndio na Ceagesp destruiu cerca de 320 boxes do pavilhão de frutas na noite de sábado, alterando a rotina do maior entreposto da América Latina, localizado na zona oeste de São Paulo.
O fogo teve início por volta das 23h no pavilhão MFE-A, uma área de intensa atividade comercial, e rapidamente mobilizou 16 viaturas do Corpo de Bombeiros. O esforço conjunto dos militares e de funcionários locais evitou uma tragédia ainda maior, controlando as chamas após três horas e meia de combate.
As primeiras vistorias técnicas apontam para perdas materiais severas para dezenas de comerciantes paulistas, embora o incidente, felizmente, não tenha deixado nenhuma vítima ferida.
Como isso afeta a rotina do entreposto
A área mais afetada pelo sinistro era dedicada primordialmente ao comércio e armazenamento de melancias. Imagens e avaliações preliminares da Defesa Civil mostram a força do calor, que retorceu grandes estruturas metálicas e comprometeu todo o quarteirão composto por galpões.
Mesmo diante do cenário impactante no pavilhão MFE-A, a administração da companhia informou que o entreposto permanece aberto e operacional. O tradicional Varejão, feira que atrai milhares de paulistanos aos domingos, funcionou normalmente nas demais áreas do complexo.
Por razões de segurança, apenas o perímetro do pavilhão destruído segue totalmente isolado para os trabalhos de rescaldo das equipes de bombeiros e o início das perícias criminais.
O que pode acontecer a partir disso
Para os permissionários que trabalhavam no local afetado, a semana se inicia sob o desafio da reconstrução. A administração da central de abastecimento declarou que a extensão exata dos prejuízos será calculada nos próximos dias.
Paralelamente, a empresa estuda alternativas emergenciais para realocar os vendedores afetados, permitindo que eles retomem suas atividades comerciais o mais breve possível.
Este episódio reforça a necessidade constante de monitoramento de riscos e atualização de protocolos de prevenção de acidentes em complexos logísticos de grande porte no Brasil.