Superlua de 24 de novembro será um dos destaques do calendário astronômico de 2026.
(Imagem: Freepik.com.br)
O céu de novembro de 2026 terá diferentes fenômenos astronômicos que poderão ser acompanhados pelos brasileiros. Entre os principais destaques estão a superlua do dia 24, as chuvas de meteoros Táuridas e Leônidas e as aproximações aparentes entre planetas e a Lua.
O calendário também prevê a passagem da Lua diante da estrela Regulus, um dos eventos que poderá ser observado em determinadas regiões do país. A visibilidade dependerá da localização, das condições meteorológicas e da presença de iluminação artificial.
A NASA e a Organização Internacional de Meteoros (IMO) apresentam previsões para os principais acontecimentos do mês. Alguns fenômenos não exigem equipamentos especiais, o que permite acompanhar boa parte deles a olho nu.
Quando será a superlua de novembro de 2026?
A superlua de novembro acontecerá na terça-feira, 24 de novembro de 2026. A NASA informa que a Lua cheia ocorrerá às 14h54, pelo horário universal, o equivalente a 11h54 no horário de Brasília.
O fenômeno recebe o nome de superlua porque a fase cheia acontece quando o satélite natural está próximo do perigeu, ponto em que sua órbita o aproxima mais da Terra.
Nessa ocasião, a Lua pode apresentar um tamanho aparente até 14% maior e um brilho até 30% superior ao de uma Lua cheia que acontece perto do ponto mais distante da Terra.
Apesar dessa diferença, nem sempre as pessoas conseguem perceber a mudança com facilidade. A aparência também depende das condições de observação e da posição da Lua no horizonte.
Como a fase cheia ocorrerá durante o dia no Brasil, a noite de 24 de novembro será uma oportunidade para acompanhar o fenômeno. A observação poderá ocorrer a olho nu, sem necessidade de telescópio ou binóculos.
Calendário lunar de novembro: veja as datas das fases da Lua
Além da superlua, novembro terá outras três fases importantes. O calendário lunar apresenta os seguintes momentos, considerando o horário de Brasília:
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1º de novembro: quarto minguante, às 17h28.
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9 de novembro: Lua nova, às 4h02.
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17 de novembro: quarto crescente, às 8h47.
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24 de novembro: Lua cheia e superlua, por volta das 11h54.
As fases acontecem conforme a Lua percorre sua órbita ao redor da Terra. Durante esse movimento, o Sol ilumina diferentes partes do satélite, criando as aparências que conhecemos como Lua nova, crescente, cheia e minguante.
O ciclo completo entre duas luas novas dura aproximadamente 29 dias e meio.
Chuva de meteoros Leônidas terá pico em novembro
Outro fenômeno que merece atenção é a chuva de meteoros Leônidas. A IMO indica atividade entre 6 e 30 de novembro, com máximo previsto para a noite de 17 de novembro.
A chuva acontece quando a Terra atravessa uma região do espaço que contém partículas deixadas pelo cometa 55P/Tempel-Tuttle. Ao entrar na atmosfera terrestre em alta velocidade, esse material produz rastros luminosos que muitas pessoas conhecem como estrelas cadentes.
A IMO estima uma taxa de referência de aproximadamente 15 meteoros por hora em condições ideais. Essa quantidade não representa uma garantia de observação, pois a iluminação do céu, as nuvens e a localização podem reduzir bastante o número de rastros visíveis.
As Leônidas também chamam a atenção pela velocidade. Segundo a NASA, os meteoros podem atingir aproximadamente 71 quilômetros por segundo.
No Brasil, os interessados podem reservar a noite de 17 para 18 de novembro para tentar acompanhar o fenômeno. A observação fica mais favorável em locais afastados das luzes das cidades.
Táuridas terão dois períodos de maior atividade
As chuvas de meteoros Táuridas também aparecem no calendário de novembro. O fenômeno apresenta dois grupos principais, conhecidos como Táuridas do Sul e Táuridas do Norte.
As Táuridas do Sul terão seu pico entre 4 e 5 de novembro. Já as Táuridas do Norte devem alcançar maior atividade entre 11 e 12 de novembro.
De acordo com a IMO, essas chuvas costumam apresentar taxas menores de meteoros por hora. Mesmo assim, elas podem produzir rastros bastante luminosos, conhecidos como bolas de fogo.
A Lua nova de 9 de novembro também favorece a observação das Táuridas do Norte, pois o satélite terá pouca iluminação nos dias próximos ao pico.
Quem pretende acompanhar os eventos pode observar o céu durante a madrugada, principalmente em regiões com pouca poluição luminosa.
Lua passará diante da estrela Regulus em novembro
Na madrugada de 3 de novembro, a Lua passará diante de Regulus, a estrela mais brilhante da constelação de Leão. O fenômeno recebe o nome de ocultação lunar.
O evento acontece quando a Lua passa na frente de uma estrela, escondendo temporariamente sua luz para quem observa de determinadas regiões da Terra.
A ocultação terá visibilidade em partes da América do Sul, incluindo algumas áreas brasileiras. Em Brasília, por exemplo, a previsão indica que a estrela desaparecerá atrás da Lua por volta das 4h33.
A observação não ocorrerá da mesma maneira em todo o território nacional. Em algumas cidades, os dois astros aparecerão próximos no céu, mas a Lua não chegará a encobrir a estrela.
Por isso, a localização do observador faz diferença para acompanhar esse fenômeno.
Lua e Vênus terão aproximação aparente no dia 7
Outro encontro previsto para novembro acontecerá no dia 7, quando a Lua minguante aparecerá próxima de Vênus.
Os dois astros poderão ser observados antes do amanhecer, desde que o horizonte esteja livre de obstáculos. A aproximação será aparente, ou seja, os corpos continuarão separados por grandes distâncias no espaço.
O calendário também destaca Marte e Júpiter. Os dois planetas terão uma aproximação aparente em 16 de novembro, quando aparecerão próximos um do outro no céu.
Apesar da impressão visual, Marte e Júpiter não estarão fisicamente próximos. A posição dos planetas em relação à Terra cria essa perspectiva para quem acompanha o céu.
No dia 30, a Lua, Marte e Júpiter também aparecerão na mesma região do céu, próximos da estrela Regulus.
Como observar os fenômenos astronômicos no Brasil?
Quem deseja acompanhar a superlua e as chuvas de meteoros deve escolher um local seguro, com visão ampla do céu e pouca iluminação artificial.
Para observar as Leônidas e as Táuridas, não é necessário utilizar telescópios. Os olhos permitem identificar os rastros luminosos, principalmente quando o observador permanece em um ambiente escuro.
Outra recomendação consiste em evitar o uso de celulares com brilho elevado durante a observação. A luz das telas pode dificultar a adaptação dos olhos à escuridão.
No caso da superlua, o público poderá acompanhar o fenômeno sem equipamentos especiais. A Lua também poderá render boas fotografias quando aparecer próxima ao horizonte, ao lado de construções, árvores e outros elementos da paisagem.
As condições do tempo terão influência direta na visibilidade. Nuvens e chuva podem impedir a observação, enquanto a iluminação das cidades pode esconder os meteoros menos brilhantes.
Dezembro também terá chuva de meteoros e superlua
O calendário astronômico de 2026 continuará com eventos importantes em dezembro. A chuva de meteoros Geminídeas terá seu pico entre os dias 13 e 14 de dezembro, segundo a IMO.
A NASA também prevê outra superlua para 24 de dezembro. O fenômeno ocorrerá durante o período de festas de fim de ano e poderá ser acompanhado em diferentes regiões, conforme as condições meteorológicas.
As Geminídeas costumam apresentar uma taxa de atividade elevada e também podem ser observadas no Hemisfério Sul, embora a quantidade de meteoros visíveis seja menor do que em algumas regiões do Hemisfério Norte.
Pollyana Barros Leite integra a equipe de jornalismo, atuando na área de edição de notícias. É formada em Direito e Biologia e possui experiência em produção e edição de conteúdo jornalístico, com ênfase em programas gov...
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