Convenção nacional do partido Democrata oficializa Wilson Grassi Júnior na disputa pelo Palácio do Planalto.
(Imagem: TSE/ Divulgação)
A corrida eleitoral de 2026 ganhou um novo elemento com a oficialização da candidatura de Wilson Grassi Júnior à Presidência da República pelo partido Democrata. O anúncio, realizado durante convenção nacional no Rio de Janeiro, consolida a primeira vez na história da legenda em que um nome é lançado para o cargo máximo do Executivo, alterando a dinâmica de forças entre as siglas de menor representação.
A definição do candidato a vice-presidente, no entanto, permanece em aberto. A Comissão Executiva Nacional do Democrata optou por adiar a indicação para manter uma margem de manobra estratégica, permitindo que futuras costuras políticas e coligações sejam negociadas até o limite dos prazos legais.
De perfil majoritariamente técnico, Grassi Júnior é médico veterinário de formação e ganhou projeção no estado de São Paulo. Ele atuou ativamente na implantação e gestão do primeiro hospital público veterinário do Brasil, localizado no bairro do Tatuapé, na capital paulista. Sua entrada no cenário político busca capturar o eleitorado sensível às causas de bem-estar social e de saúde integrada.
O que muda na estratégia do antigo PMB
Esta convenção carrega um simbolismo profundo para a sigla. Trata-se do primeiro grande teste nas urnas sob a nova identidade de Democrata, adotada no final de 2025 para substituir o antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB). Fundada em 2008, a agremiação vinha adotando postura discreta em pleitos majoritários nacionais, mas agora ensaia um posicionamento mais incisivo.
A transição de nome e a aposta em uma cabeça de chapa própria revelam um esforço de sobrevivência e fortalecimento partidário, de olho nas duras cláusulas de barreira que limitam o acesso ao fundo eleitoral e ao tempo de propaganda em rádio e televisão.
O xadrez político e os próximos passos rumo a 2026
A homologação da candidatura de Grassi Júnior se soma ao tabuleiro que já conta com outros nomes oficializados pelas convenções partidárias, como o PT com Lula, o PRTB com Leonardo Avalanche e o Novo com Romeu Zema. Na prática, o jogo político nacional começa a afunilar.
O calendário eleitoral segue em ritmo acelerado nos próximos dias. Estão previstas as convenções do União Brasil para o dia 4 de agosto, seguidas de perto por PRD e Solidariedade no dia 5. Outras oito legendas relevantes, como PP, Republicanos, PSDB e PSOL, ainda buscam fechar as datas de seus encontros nacionais, mantendo a expectativa sobre quem serão as próximas forças a se posicionarem na disputa.