Local de Seca em Pernambuco
(Imagem: Foto: Ilustrativa)
A estiagem em Pernambuco já afeta 106 dos 184 municípios do estado, que estão em situação de emergência devido à falta prolongada de chuvas. O número representa mais da metade das cidades pernambucanas e corresponde a um aumento de 31 municípios em relação ao decreto publicado pelo governo estadual em junho de 2026.
De acordo com informações da Defesa Civil estadual, os prejuízos provocados pela estiagem somam aproximadamente R$ 1,24 bilhão. Os impactos atingem principalmente a agricultura e a pecuária, atividades diretamente dependentes da disponibilidade de água e das condições climáticas.
Além das perdas econômicas, a combinação entre altas temperaturas e escassez de chuvas tem contribuído para a redução da umidade relativa do ar, especialmente nas regiões do Agreste e do Sertão. A situação exige atenção da população, sobretudo nos períodos mais quentes do dia.
Estiagem em Pernambuco provoca prejuízos de R$ 1,24 bilhão
O avanço da situação de emergência evidencia a dimensão dos efeitos da seca prolongada no território pernambucano. Segundo a Defesa Civil, os danos acumulados chegam a R$ 1,24 bilhão, com destaque para os prejuízos nas atividades agrícolas e pecuárias.
A falta de chuvas pode comprometer o desenvolvimento das plantações, reduzir a disponibilidade de pastagens e dificultar o abastecimento de água para animais. Os efeitos também podem atingir produtores rurais e comunidades que dependem da atividade agropecuária para geração de renda.
Com 106 municípios afetados, a estiagem amplia a necessidade de acompanhamento das condições hídricas e de medidas voltadas à população das áreas mais vulneráveis.
O número de cidades em situação de emergência aumentou em 31 desde o decreto estadual de junho. A atualização indica que o problema se estendeu a novos municípios ao longo dos últimos meses.
Umidade do ar pode ficar abaixo de 15% no Sertão
Além da escassez de chuvas, as altas temperaturas têm favorecido a queda da umidade relativa do ar. A situação preocupa principalmente no Agreste e no Sertão, onde os índices podem alcançar níveis muito baixos.
Conforme a previsão divulgada pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), até esta quarta-feira (28 de outubro), a umidade relativa do ar poderia ficar abaixo de 20% no Agreste e chegar a menos de 15% no Sertão.
Para efeito de comparação, a faixa de 60% a 40% é utilizada como referência de umidade relativa adequada para a saúde humana. Valores muito inferiores podem aumentar o desconforto e favorecer o ressecamento das vias respiratórias e da pele.
A previsão exige atenção especial de crianças, idosos e pessoas que passam longos períodos expostas ao calor. Em condições de baixa umidade, a hidratação e a redução da exposição nos horários mais quentes são medidas importantes de prevenção.
Apac recomenda hidratação e cuidados com o calor
Para situações em que a umidade relativa do ar fica abaixo de 12%, a recomendação divulgada pela Apac inclui cuidados específicos para reduzir os efeitos do tempo seco.
Entre as orientações estão:
- Beber bastante água ao longo do dia;
- Evitar exercícios físicos entre 10h e 17h;
- Umidificar os ambientes, quando possível;
- Reduzir a exposição prolongada ao calor e ao ar seco.
A população também deve acompanhar os avisos meteorológicos e as orientações dos órgãos oficiais, especialmente nas cidades onde os índices de umidade podem atingir níveis críticos.
Pernambuco enfrenta desafios com a falta de chuvas
O cenário de estiagem reúne impactos econômicos, ambientais e de saúde pública. Enquanto produtores rurais enfrentam perdas nas atividades agropecuárias, a baixa umidade e as altas temperaturas aumentam a necessidade de cuidados cotidianos.
A evolução do quadro dependerá das condições climáticas e da ocorrência de chuvas nas regiões afetadas. Até lá, o monitoramento das autoridades e a adoção de medidas preventivas são importantes para reduzir os riscos à população.