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Desemprego

Taxa de desemprego fica em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, menor nível histórico desde 2012

05 mar 2026 - 16h54 Joice Gomes   atualizado às 16h57
Taxa de desemprego fica em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, menor nível histórico desde 2012 A taxa de desocupação no Brasil permaneceu em 5,4% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026. (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A taxa de desemprego no Brasil registrou 5,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2026. Esse índice representa estabilidade em relação ao trimestre anterior, de agosto a outubro de 2025, e queda de 1,1 ponto percentual ante o mesmo período de 2025, quando estava em 6,5%.

O dado vem da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas, o menor contingente da série histórica iniciada em 2012, com redução de 17,1% ou 1,2 milhão de pessoas em um ano.

Recorde na população ocupada

A população ocupada alcançou 102,7 milhões de pessoas, o maior número já registrado na série comparável. Esse contingente permaneceu estável no trimestre e cresceu 1,7% em relação ao ano anterior, equivalente a mais 1,7 milhão de ocupados.

O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas em idade ativa com emprego, chegou a 58,7%. Houve estabilidade em relação ao trimestre anterior e elevação de 0,5 ponto percentual no ano. Esses números sinalizam um mercado de trabalho aquecido, mesmo com sazonalidades como dispensas de temporários em janeiro.

Rendimentos atingem patamares inéditos

O rendimento real habitual médio de todos os trabalhos subiu para R$ 3.652 no período, o valor mais alto da série. Representou aumento de 2,8% no trimestre e 5,4% no ano. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 370,3 bilhões, recorde impulsionado por alta de 2,9% no trimestre e 7,3% no ano.

Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisa domiciliar do IBGE, destacou a estabilidade dos indicadores apesar do efeito sazonal de janeiro. Os ganhos de novembro e dezembro, com contratações temporárias, compensaram possíveis dispensas, mantendo o equilíbrio.

Contexto da queda histórica do desemprego

O desemprego em queda reflete tendências observadas ao longo de 2025, quando a taxa média anual foi de 5,6%, menor desde 2012. No trimestre até dezembro de 2025, chegou a 5,1%, impulsionado por consumo familiar robusto apesar de juros elevados.

Fatores como valorização real do salário mínimo, redução da inflação e transferências de renda recomporam o poder de compra das famílias. Políticas fiscais expansionistas e demanda agregada sustentaram a criação de vagas, especialmente em serviços e informalidade.

  • População desocupada: 5,9 milhões, menor da série histórica.
  • População ocupada: 102,7 milhões, recorde absoluto.
  • Rendimento médio: R$ 3.652, alta de 5,4% no ano.
  • Massa de rendimento: R$ 370,3 bilhões, maior valor registrado.
  • Taxa anual 2025: 5,6%, contra 6,6% em 2024.

Impactos na economia e nas famílias

A estabilidade em 5,4% fortalece o consumo interno, principal motor da economia brasileira. Famílias com maior renda disponível impulsionam setores como comércio e serviços, criando um ciclo virtuoso de ocupação e ganhos salariais.

Apesar dos avanços, desafios persistem, como informalidade em torno de 38% e baixa produtividade em ocupações de baixo valor agregado. A formalização cresceu, com mais vagas com carteira assinada, mas o mercado ainda enfrenta escassez de mão de obra qualificada devido a rotatividade e mudanças demográficas.

Esses resultados importam porque sinalizam recuperação pós-pandemia e resiliência frente a juros altos. O maior rendimento sustenta investimentos em educação e saúde, melhorando a qualidade de vida e reduzindo desigualdades regionais.

O que esperar daqui para frente

Projeções indicam manutenção de baixa no desemprego em 2026, se o consumo e as políticas de renda continuarem favoráveis. Setores como construção, agricultura e serviços financeiros mostraram altas nos rendimentos, sugerindo expansão.

Riscos incluem desaceleração global ou alta de juros, mas o arcabouço fiscal flexível e foco em transferências podem mitigar impactos. Analistas monitoram a produtividade para ganhos sustentáveis, evitando dependência de informalidade.

O trimestre encerrado em janeiro reforça o Brasil como destaque em emprego na América Latina. Com 19 estados e o DF registrando mínimas históricas em 2025, o cenário aponta para consolidação de um mercado mais inclusivo e dinâmico.

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