Descubra como a nova regra do INSS muda as regras da aposentadoria em 2026, permitindo saída sem idade mínima obrigatória para trabalhadores CLT.
(Imagem: Reprodução/INSS)
Trabalhadores com carteira assinada ganharam uma nova perspectiva na hora de planejar a aposentadoria. Embora a idade mínima continue como regra permanente para muitos, as opções de transição da Reforma da Previdência de 2019 oferecem caminhos que dispensam esse limite fixo em certos casos.
Em 2026, o sistema de pontos surge como principal alternativa, somando idade e tempo de contribuição para liberar o benefício sem exigência etária específica. Essa modalidade beneficia especialmente quem ingressou cedo no mercado de trabalho formal.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ajustou os critérios anualmente, garantindo sustentabilidade ao fundo previdenciário enquanto preserva direitos de quem já contribuía antes de novembro de 2019.
Regra de pontos lidera as mudanças
A regra de pontos é a que mais chama atenção entre os trabalhadores formais. Para mulheres, são necessários 93 pontos (30 anos de contribuição mínima), enquanto homens precisam de 103 pontos (35 anos de contribuição).
Essa soma permite aposentadoria independentemente da idade, desde que o total seja alcançado. Por exemplo, uma mulher de 58 anos com 35 anos de carteira assinada já atinge os 93 pontos exigidos em 2026.
Os pontos aumentam um por ano para ambos os sexos, progredindo até 2028, quando param de subir. Essa estabilidade futura incentiva o planejamento de longo prazo para quem está próximo da aposentadoria.
- Homens: 103 pontos + 35 anos de contribuição;
- Mulheres: 93 pontos + 30 anos de contribuição;
- Carência mínima de 180 meses para todos.
Idade mínima progressiva ganha seis meses
Outra opção popular é a idade mínima progressiva, que subiu seis meses em relação a 2025. Mulheres agora precisam de 59 anos e seis meses, mais 30 anos de contribuição, e homens, 64 anos e seis meses, com 35 anos de contribuição.
Essa regra avança gradualmente até 2031, quando mulheres atingirão 62 anos e homens 65 anos, alinhando-se à regra definitiva. Ela atende quem prefere combinar tempo de serviço com uma idade um pouco mais flexível no início da transição.
Trabalhadores com carteira assinada próximos desses limites podem optar pela melhor combinação, simulando cenários no site do INSS ou com especialistas em previdência.
Pedágios oferecem saídas para veteranos
Para quem estava a até dois anos da aposentadoria por tempo de contribuição em 2019, o pedágio de 50% permite cumprir metade do tempo restante, sem idade mínima. Essa regra permanece inalterada em 2026.
Já o pedágio de 100% exige o dobro do tempo que faltava, mas com idades mínimas de 57 anos para mulheres e 60 para homens, além dos 30 ou 35 anos de contribuição. Ambas valorizam a proximidade com os critérios antigos.
Essas modalidades garantem que veteranos do mercado formal não sejam penalizados pela reforma, mantendo acesso a benefícios justos baseados em décadas de contribuições regulares.
- Pedágio 50%: Ideal para quem faltava pouco em 2019;
- Pedágio 100%: Dobro do tempo faltante + idade mínima;
- Sem alterações em 2026, foco em continuidade.
Impactos para trabalhadores CLT em 2026
Os empregados com carteira assinada representam a maioria dos segurados do INSS e sentem diretamente essas atualizações. O teto do benefício subiu para cerca de R$ 8.475 em 2026, refletindo reajustes pelo INPC, o que melhora valores para altos contribuintes.
Especialistas recomendam simulações regulares no Meu INSS, considerando períodos de contribuição, revisões de tempo rural ou insalubridade que podem somar pontos extras. Ignorar essas opções pode significar anos a mais de trabalho desnecessário.
A Reforma da Previdência, promulgada pela Emenda Constitucional 103, equilibra contas públicas com envelhecimento populacional, mas preserva transições generosas para o setor formal. Milhões de brasileiros planejam agora sua saída com base nesses critérios atualizados.
Para requerer, basta agendar pelo app ou site do INSS, anexando documentos como carnês e CTPS digital. A aprovação média leva 45 dias, mas requerimentos bem documentados aceleram o processo.
Advogados previdenciários alertam para armadilhas comuns, como contagens erradas de tempo ou benefícios negados por falta de prova. Consultoria personalizada evita perdas financeiras significativas no valor final do benefício.
O salário-mínimo projetado em torno de R$ 1.621 também impulsiona aposentadorias no piso, beneficiando baixa renda. Quem contribui acima vê ganhos proporcionais, incentivando aportes voluntários para maximizar rendimentos.
Com o INSS digitalizando serviços, trabalhadores acessam informações em tempo real, simulando aposentadorias múltiplas e escolhendo a mais rentável. Essa transparência fortalece o planejamento familiar e a segurança financeira pós-trabalho.