"A última dança de Lula": revista americana sugere que petista será 'varrido' pela direita
(Imagem: Reprodução / TV Globo / The Nwe Yorker)
A ascensão de forças de direita na América Latina pode alcançar seu ponto máximo na eleição presidencial brasileira, adverte a tradicional revista americana The New Yorker.
Em artigo divulgado na quarta-feira, 21 de outubro, com o título "A última dança de Lula", a publicação argumenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) corre o risco de ser desbancado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) na votação de segundo turno.
O texto ressalta que o resultado de 2026 desenharia um novo mapa geopolítico na região, destacando que o favoritismo estatístico favorece o parlamentar do PL, já que nenhum candidato no Brasil conseguiu reverter uma desvantagem do primeiro turno desde a redemocratização.
Sob a ótica da geopolítica internacional, o periódico enxerga no pleito nacional um claro reflexo do avanço conservador liderado pelo presidente norte-americano Donald Trump. Um eventual triunfo da oposição no Brasil significaria um reposicionamento diplomático imediato de Brasília em direção à Casa Branca.
Ao traçar paralelos com o cenário dos Estados Unidos, o artigo compara o momento do líder petista à trajetória vivida por Joe Biden, que conseguiu superar Trump em 2020, mas acabou assistindo ao regresso triunfal da direita ao comando do país quatro anos depois.
Governabilidade adverso em caso de virada
O The New Yorker ainda prevê um quadro de governabilidade adverso para o Palácio do Planalto mesmo na hipótese de uma vitória no próximo domingo. O periódico mapeou os vetores que têm sufocado a busca de Lula pela reeleição junto ao eleitorado.
Entre os pontos centrais de desgaste acumulados pela gestão federal estão as queixas crescentes da população quanto ao avanço do custo de vida, à perda do poder de compra e às cobranças por políticas mais duras no combate à criminalidade urbana.
Com um Congresso Nacional marcadamente dominado por legendas de centro-direita e conservadoras, somado à hegemonia da oposição no comando de estados estratégicos, o chefe do Executivo enfrentará barreiras estruturais para aprovar pautas prioritárias nos próximos anos.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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