Fachada do Conselho Nacional de Justiça em Brasília; órgão terá horários especiais durante os jogos da Seleção na Copa do Mundo.
(Imagem: gerado por IA)
Partes, advogados e cidadãos com demandas no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) precisam ficar atentos ao relógio nas próximas semanas. Com a entrada da Seleção Brasileira em campo pela Copa do Mundo, o órgão confirmou que encerrará seu expediente administrativo e o atendimento ao público mais cedo, às 15h, nos dias 19 e 24 de junho.
Na prática, a medida antecipa o fim das atividades em quatro horas, considerando o horário habitual de encerramento das unidades. A decisão foi formalizada por meio de portaria e reflete um movimento de flexibilização que já atinge outras esferas do serviço público federal, permitindo que a logística urbana e o fluxo de trabalho se adaptem ao cronograma do torneio.
O que muda na prática do atendimento
Atualmente, os serviços do CNJ funcionam em turnos específicos para cada setor: a Ouvidoria recebe o público das 9h às 19h, enquanto a seção de Protocolo opera das 12h às 19h. Nos dias de jogos da seleção, essa diferenciação deixa de existir temporariamente, com todas as unidades interrompendo as atividades simultaneamente no meio da tarde.
O ajuste no cronograma contempla dois confrontos da fase de grupos. No dia 19, uma sexta-feira, o Brasil enfrenta o Haiti às 21h30. Já no dia 24, uma quarta-feira, a equipe brasileira joga contra a Escócia às 19h. Mesmo com as partidas agendadas para o período noturno, a alteração busca garantir segurança e previsibilidade tanto para os servidores quanto para os usuários do sistema.
Essa iniciativa acompanha uma norma publicada recentemente no Diário Oficial da União, que autorizou servidores federais a deixarem seus postos até três horas antes do início dos jogos. No caso do CNJ, a definição de um horário fixo visa facilitar a organização de quem precisa protocolar documentos ou buscar orientação jurídica presencial.
Como isso afeta os prazos em julho
Mas o impacto na rotina judiciária vai além do mês de junho. Para quem possui processos em trâmite ou aguarda decisões, é fundamental observar o calendário de julho, que trará uma modificação ainda mais profunda e estrutural. Entre os dias 2 e 31 de julho, todos os prazos processuais do conselho estarão oficialmente suspensos.
Durante este intervalo, o CNJ também não realizará audiências ou sessões ordinárias. O atendimento ao público externo será mantido, porém em um regime de horário reduzido, operando exclusivamente das 13h às 18h. Essa pausa é estratégica para a organização interna e coincide com o período de recesso em diversas instâncias do Poder Judiciário.
E é aqui que está o ponto central: a combinação entre o expediente reduzido em junho e a suspensão total de prazos em julho exige que profissionais do Direito antecipem demandas críticas. O planejamento precoce agora é essencial para garantir que a movimentação de processos não sofra atrasos inesperados diante deste calendário atípico.