Viatura da PF
(Imagem: Foto: Divulgação/Polícia Federal)
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Laço Azul 5 com o objetivo de reprimir crimes sexuais cibernéticos em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. A ação ostensiva visa combater o armazenamento, compartilhamento e produção de conteúdos com abusos praticados contra crianças e adolescentes no ambiente virtual.
Nesta quinta fase da operação, os policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Regional de Garantias da Comarca de Campina Grande. As ordens judiciais foram executadas em duas residências ligadas ao suspeito, ambas localizadas no bairro das Três Irmãs, zona sul do município.
Investigação no ambiente digital e apreensão de provas
As apurações desenvolvidas pela Polícia Federal identificaram que o investigado estaria utilizando dispositivos digitais para armazenar vídeos e fotos com conteúdo de exploração e abuso sexual infantojuvenil. A identidade do homem não foi divulgada pelas autoridades policiais, em respeito às diretrizes legais de preservação de investigações em andamento e ao princípio da presunção de inocência.
Durante o cumprimento das buscas no bairro das Três Irmãs, as equipes recolheram materiais digitais e mídias eletrônicas que passarão por perícia técnica especializada na sede da PF. O objetivo dos peritos é extrair evidências que confirmem a extensão do material armazenado, verificar se houve o compartilhamento das imagens com terceiros em redes ou fóruns virtuais e identificar eventuais outros envolvidos na prática criminosa.
O material apreendido será fundamental para o aprofundamento das investigações e para subsidiar o relatório final que será encaminhado ao Poder Judiciário.
O combate contínuo da PF aos crimes sexuais cibernéticos em Campina Grande
A Operação Laço Azul chega à sua quinta edição na Rainha da Borborema como parte de uma estratégia permanente da Polícia Federal de monitoramento e repressão a infrações graves praticadas pela internet. As ações contínuas visam desmantelar redes de compartilhamento de arquivos e proteger a dignidade e integridade física e psicológica de crianças e adolescentes.
A Polícia Federal reforça que o armazenamento, a difusão e a produção de material que retrate exploração sexual de menores constituem crimes graves previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sujeitos a penas severas de reclusão. As denúncias de cidadãos e o monitoramento técnico de redes cibernéticas continuam sendo as principais ferramentas no combate a essas infrações.