Imagem ilustrativa de Aposentado no Uruguai
(Imagem: Foto: Ilustração/IA)
O Uruguai conquistou o primeiro lugar no ranking internacional de destinos para aposentados e pessoas que desejam morar no exterior com renda passiva. O resultado faz parte do Global Retirement Report and Index 2026, elaborado pela consultoria Global Citizen Solutions, que compara programas de residência em diferentes países.
Na classificação geral, o Uruguai alcançou 99,90 pontos, ficando à frente de Maurício, que obteve 99,80, e da Espanha, com 99,60. Costa Rica e Portugal completam os cinco primeiros lugares, com 99,50 e 99,30 pontos, respectivamente.
O Brasil também aparece entre os destaques do levantamento. O país ocupa a quinta posição entre os 17 programas de residência avaliados nas Américas, embora não esteja entre os cinco primeiros colocados da classificação mundial.
Como foi elaborado o ranking de aposentadoria?
O estudo analisou 46 programas de residência destinados a aposentados e pessoas financeiramente independentes, que possuem recursos próprios, como aposentadorias, investimentos e outras fontes de renda passiva.
A avaliação considera cinco pilares: qualidade de vida, mobilidade e cidadania, otimização tributária, facilidade dos procedimentos e custos de entrada.
Na prática, a metodologia considera aspectos como segurança, condições ambientais, liberdade de deslocamento, possibilidade de obter cidadania, regras de tributação, exigências financeiras e tempo necessário para conseguir autorização de residência.
A proposta é comparar as condições oferecidas pelos países a estrangeiros interessados em estabelecer residência no exterior durante a aposentadoria ou viver com recursos provenientes de outras fontes, sem depender de emprego local.
Por que o Uruguai ficou em primeiro lugar?
De acordo com a análise da Global Citizen Solutions, o desempenho uruguaio está relacionado ao equilíbrio entre os diferentes critérios avaliados.
O país oferece uma modalidade de residência baseada na comprovação de renda estável, sem exigir uma fase temporária antes da concessão da residência permanente, conforme as regras descritas no relatório.
Outro aspecto considerado é o caminho para a cidadania. O levantamento aponta a possibilidade de naturalização após três anos para pessoas casadas e cinco anos para solteiros, desde que sejam atendidos os requisitos legais.
O sistema tributário também contribuiu para a pontuação. Entre os fatores destacados estão o tratamento de rendimentos obtidos no exterior e as opções de tributação disponíveis para novos residentes.
A consultoria ressalta, entretanto, que a primeira colocação não significa que o Uruguai seja necessariamente a melhor escolha para todos os aposentados. A decisão depende das condições financeiras, dos objetivos e das necessidades de cada pessoa.
Brasil ocupa quinta posição entre programas das Américas
O Brasil aparece na quinta colocação regional, em um grupo de 17 programas avaliados no continente americano.
Entre os pontos considerados favoráveis estão a possibilidade de incluir familiares dependentes no processo de residência e a perspectiva de naturalização após quatro anos, conforme as condições previstas na legislação brasileira.
O relatório também destaca o prazo relativamente curto para análise dos pedidos de residência. Em contrapartida, o país perde pontos no critério tributário por adotar regras que podem alcançar rendimentos obtidos no exterior por pessoas consideradas residentes fiscais.
O resultado coloca o Brasil entre as opções avaliadas pela consultoria para estrangeiros que consideram a América como destino para viver após o encerramento da vida profissional.