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Ter, 06 de Outubro
Imóveis

Aluguel no Brasil entra em alerta com alta de preços e novos reajustes

30 abr 2026 - 20h37 Alexsander Arcelino
Aluguel por temporada. Aluguel por temporada. (Imagem: Freepik)

O cenário do aluguel no Brasil trouxe um dado positivo em março, mas também acendeu um sinal de alerta para quem vive de locação. A taxa de inadimplência caiu para 3,21%, atingindo o menor nível dos últimos 11 meses, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia.

Apesar da melhora no pagamento dos contratos, especialistas apontam que o aumento recente nos índices de inflação pode pressionar o valor dos aluguéis nos próximos meses, afetando diretamente o bolso dos inquilinos.

Os imóveis residenciais com aluguel de até R$ 1 mil continuam sendo os mais impactados pela inadimplência, concentrando os maiores atrasos. Em contrapartida, imóveis com valores entre R$ 3 mil e R$ 5 mil registraram a menor taxa, com apenas 1,89%.

Diferenças regionais no aluguel no Brasil

A inadimplência no aluguel no Brasil varia bastante entre as regiões. O Nordeste lidera com a maior taxa, chegando a 4,77%, enquanto o Sul apresenta o menor índice, de 2,77%.

Outras regiões também apresentam números relevantes. No Norte, a inadimplência está em 4,29%. Já no Centro-Oeste, o índice é de 3,17%, enquanto o Sudeste registra 3,14%.

No segmento comercial, o cenário segue semelhante ao residencial. Imóveis com aluguel mais baixo, de até R$ 1 mil, continuam liderando os atrasos, com taxa de 7,41%, mesmo após leve queda em relação ao mês anterior.

Alta do IGP-M pressiona contratos

Se por um lado a inadimplência caiu, por outro o aumento do IGP-M trouxe preocupação para o aluguel no Brasil. O índice, utilizado como referência para reajuste de contratos, registrou alta de 2,73% em abril — a maior variação mensal desde maio de 2021.

O avanço do indicador reforça uma tendência de aceleração iniciada em março, quando já havia sido registrada alta após um período de queda. No acumulado de 12 meses, o índice voltou ao campo positivo, com variação de 0,61%.

Na prática, isso significa que contratos de aluguel com vencimento em maio poderão sofrer reajustes com base nesse aumento. Para muitos inquilinos, isso pode representar um impacto direto no orçamento mensal.

O que esperar nos próximos meses

Com a combinação de queda na inadimplência e alta nos índices de reajuste, o aluguel no Brasil entra em um momento de atenção. Enquanto mais pessoas conseguem manter os pagamentos em dia, os novos valores podem dificultar essa estabilidade.

Especialistas recomendam que inquilinos acompanhem os índices econômicos e revisem seus contratos para evitar surpresas. Já proprietários tendem a seguir os indicadores oficiais para aplicar os reajustes previstos.

O cenário indica que, embora o mercado esteja mais equilibrado no curto prazo, os próximos meses podem trazer novos desafios para quem depende de contratos de aluguel no país.

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