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Copom reduz taxa Selic para 14,50% ao ano em meio a incertezas

29 abr 2026 - 21h07 Alexsander Arcelino
Prédio do Banco Central do Brasil em Brasília relacionado à decisão sobre a taxa Selic Banco Central deve definir nesta semana possível redução da taxa básica de juros da economia. (Imagem: Rafa Neddermeyer Agência Brasil)

O Comitê de Política Monetária decidiu reduzir a taxa Selic para 14,50% ao ano, em uma medida que reflete o atual cenário econômico marcado por incertezas externas e desafios internos. A decisão ocorre em um contexto de inflação ainda acima da meta e volatilidade nos mercados internacionais.

A taxa Selic, principal instrumento de controle da inflação no Brasil, passa por um processo de ajuste após um período prolongado em nível elevado. Segundo o Comitê, a redução é compatível com a estratégia de trazer a inflação para perto da meta ao longo dos próximos anos, sem comprometer a estabilidade econômica.

Entenda o que motivou a redução da taxa Selic

O ambiente internacional segue sendo um dos principais fatores de atenção. Conflitos geopolíticos no Oriente Médio continuam gerando instabilidade, impactando preços de commodities e condições financeiras globais. Esse cenário exige cautela, especialmente de países emergentes como o Brasil.

No cenário doméstico, os indicadores apontam para uma desaceleração gradual da atividade econômica ao longo de 2026, embora o mercado de trabalho ainda apresente certa resistência. Ao mesmo tempo, a inflação segue pressionada e acima do centro da meta estabelecida.

As projeções indicam que a inflação deve permanecer elevada nos próximos anos. Para 2026 e 2027, as estimativas continuam acima da meta, o que mantém o nível de alerta das autoridades monetárias. Ainda assim, o Copom avaliou que há espaço para ajuste gradual na taxa Selic.

Riscos e perspectivas para a economia

O Comitê destacou que os riscos para a inflação seguem elevados, tanto de alta quanto de baixa. Entre os fatores de pressão estão a possibilidade de desancoragem das expectativas inflacionárias, o comportamento dos preços de serviços e eventuais impactos do câmbio.

Por outro lado, uma desaceleração econômica mais intensa ou queda nos preços das commodities pode contribuir para reduzir a inflação. Diante desse equilíbrio de riscos, a condução da política monetária deve permanecer cautelosa.

A decisão de reduzir a taxa Selic também leva em consideração os efeitos acumulados da política monetária restritiva nos últimos meses, que já começam a impactar a atividade econômica. O objetivo é ajustar o ritmo de desaceleração sem provocar retrações mais fortes.

Próximos passos da política monetária

O Copom reforçou que continuará acompanhando de perto o cenário econômico, especialmente os desdobramentos internacionais e seus impactos sobre a inflação no Brasil. A incerteza elevada exige uma postura prudente nas próximas decisões.

O Comitê também destacou que novos ajustes na taxa Selic dependerão da evolução dos indicadores econômicos e das expectativas de inflação. A estratégia é manter flexibilidade para reagir rapidamente a mudanças no cenário.

A decisão foi tomada de forma unânime pelos membros do Comitê, que incluem o presidente Gabriel Galípolo e outros diretores do Banco Central. O foco permanece na convergência da inflação para a meta, ao mesmo tempo em que se busca suavizar oscilações na atividade econômica e estimular o emprego.

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