O país gerou 255.321 empregos com carteira assinada em fevereiro, segundo Ministério do Trabalho.
(Imagem: Marcello Casal JrAgência Brasil)
O mercado de trabalho formal brasileiro registrou a criação de 58.568 postos com carteira assinada em julho, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O número representa uma desaceleração de 57,3% em relação ao mês de junho (137.044 vagas) e uma retração de 56,3% na comparação com julho de 2025 (133.932 vagas ajustadas), marcando o menor resultado mensal para o período desde o início da nova metodologia em 2020.
No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o saldo de novos empregos formais atingiu 972.203 vagas, montante 20,9% inferior ao resultado apurado no mesmo intervalo de 2025 (1.229.107 postos). Apesar do ritmo mais brando de contratações, o estoque total de trabalhadores com registro em carteira assinalou um novo patamar histórico, alcançando 48.082.866 vínculos ativos.
Analistas do setor apontam que a combinação de juros em patamares elevados com o arrefecimento da atividade econômica exerceu pressão direta sobre a decisão de ampliação de quadros pelas empresas no mês.
Desempenho por setores econômicos e regiões
A abertura de vagas em julho apresentou comportamento heterogêneo no corte setorial. Quatro dos cinco grandes ramos de atividade econômica fecharam o mês com saldo positivo entre admissões e desligamentos:
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Serviços: +24.098 vagas, impulsionado pelas áreas de transporte, armazenagem e logística (+18.150) e saúde humana (+12.235).
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Construção civil: +12.691 postos, com destaque para obras de infraestrutura (+7.087).
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Agropecuária: +12.523 postos formais.
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Indústria: +11.315 vagas, lideradas pelo segmento alimentício (+6.994).
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Comércio: -8.114 vagas, influenciado pelo desempenho sazonal desfavorável do varejo (-3.674).
No recorte regional, a Região Sudeste liderou a criação de oportunidades (+21.668), seguida pelo Nordeste (+18.973), Centro-Oeste (+9.943) e Norte (+8.375). A Região Sul apresentou saldo negativo (-628), impactada por variações sazonais na indústria do fumo e no comércio gaúcho. Entre os estados, São Paulo obteve o maior saldo positivo (+17.814), enquanto o Espírito Santo teve o maior saldo negativo (-2.605), reflexo da desmobilização de trabalhadores após a safra do café.