Cerimônia no Palácio do Planalto oficializa investimentos e novas diretrizes para o meio ambiente
(Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em cerimônia oficial realizada no Palácio do Planalto, um amplo pacote de medidas voltadas para a preservação ambiental e para o enfretamento direto dos impactos causados pelas mudanças climáticas. O evento marcou formalmente a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, reunindo ministros e autoridades do setor para a assinatura de decretos que expandem a proteção sobre os biomas nacionais.
Dentre as principais ações assinadas pelo chefe do Executivo, ganha destaque a criação de novas unidades de conservação e a ampliação de áreas que já eram protegidas por lei. Além disso, foi sancionada a Política Nacional para Recuperação da Caatinga e validado um decreto que desburocratiza e acelera o repasse de verbas do Fundo Nacional do Meio Ambiente para estados e municípios, focando na prevenção de incêndios.
Prevenção de desastres e queda no desmatamento
A preocupação com fenômenos extremos guiou o discurso das autoridades. A gestão destacou que o país está se estruturando de forma antecipada para lidar com a iminência de um período severo sob a influência do El Niño. A intenção é mitigar focos de incêndio e proteger ecossistemas sensíveis antes que as crises ganhem proporções alarmantes, elevando a credibilidade internacional do Brasil no tema das mudanças climáticas.
Os resultados recentes de monitoramento trouxeram dados positivos para a solenidade. Relatórios apontam que o desmatamento no país apresentou recuo histórico, ficando abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano. Nova proteção territorial será dada com o estabelecimento do Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e da Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará, além da expansão dos parques da Serra das Confusões e de Sete Cidades, ambos no Piauí.
Governança e volume bilionário de investimentos
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima celebrou a redução expressiva nos índices de desflorestamento em várias regiões. A maior queda foi registrada no Pantanal, com recuo de 63%, seguido pela Amazônia, que apresentou diminuição de 50%, e pelo Cerrado, com 32% de redução. A equipe ministerial reforçou que o país retomou a sua capacidade de planejamento e a coordenação institucional entre os diferentes entes federativos.
Para sustentar a fiscalização e a recuperação ambiental diante do desafio das mudanças climáticas, o governo confirmou o aporte de R$ 2 bilhões para impulsionar as operações do Ibama e do ICMBio. Paralelamente, contratos do Fundo Clima, geridos pelo BNDES, vão destinar R$ 834 milhões em recursos reembolsáveis para projetos de restauração florestal da iniciativa privada e da sociedade civil, estimulando a economia verde e a regeneração de matas nativas.