Crise no Oriente Médio pressiona setor aéreo e amplia alerta para voos na Europa.
(Imagem: Canva)
O conflito no Oriente Médio voltou a gerar preocupação no setor aéreo internacional e já acende alerta para possíveis impactos nos voos na Europa. A tensão envolvendo o fechamento do Estreito de Ormuz pressionou o mercado global de energia e elevou o custo dos combustíveis usados por companhias aéreas.
O estreito é uma das principais rotas do petróleo no mundo, e qualquer interrupção no fluxo costuma provocar reflexos imediatos no preço da energia e no abastecimento internacional.
Segundo declarações atribuídas ao diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, a Europa poderia enfrentar dificuldades no fornecimento de combustível para aviação nas próximas semanas caso a situação não fosse normalizada.
Companhias já anunciaram cortes
Duas grandes empresas aéreas europeias já divulgaram ajustes operacionais. A KLM informou o cancelamento de 160 voos programados para o próximo mês, citando alta nos custos do combustível. A empresa afirmou que a medida representa menos de 1% da malha europeia e negou escassez física de querosene de aviação.
Já a Lufthansa também anunciou redução de operações e revisão de capacidade diante do aumento expressivo dos gastos com combustível.
Especialistas apontam que, se a crise persistir, novas empresas poderão rever rotas e frequências, afetando os voos na Europa durante a alta temporada.
Reabertura temporária reduziu tensão
Nesta sexta feira, relatos indicaram reabertura temporária do Estreito de Ormuz durante um cessar fogo momentâneo entre os envolvidos no conflito.
Após a sinalização de retomada parcial da circulação marítima, o preço internacional do petróleo registrou forte queda, aliviando parte da pressão sobre mercados globais.
Mesmo assim, analistas alertam que a situação segue instável e qualquer nova interrupção pode provocar impactos rápidos no transporte aéreo.
O que pode acontecer agora
Caso os custos energéticos permaneçam elevados, companhias aéreas podem adotar medidas como:
- cancelamento de rotas menos rentáveis
- aumento no preço das passagens
- redução de frequências
- cobrança extra por combustível
Por isso, passageiros com viagens marcadas devem acompanhar comunicados oficiais das empresas sobre possíveis mudanças nos voos na Europa.