Casos de mpox no Brasil somam 88 confirmações em 2026, segundo o Ministério da Saúde.
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O Brasil registra atualmente 88 casos confirmados de mpox no Brasil em 2026, segundo atualização divulgada pelo Ministério da Saúde em conjunto com as secretarias estaduais. Até esta quarta-feira (25), não há registro de mortes relacionadas à doença no país.
Além dos casos confirmados de mpox no Brasil, as autoridades de saúde também acompanham dois casos classificados como prováveis e 171 notificações suspeitas. Parte dessas ocorrências já foi descartada após investigação epidemiológica, enquanto duas seguem sob análise laboratorial.
Os dados mostram que os registros estão distribuídos em diferentes estados. São Paulo concentra a maior parte das confirmações, com 63 casos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Distrito Federal (1), Paraná (1) e Santa Catarina (1).
O Ministério da Saúde informou, em nota oficial, que mantém monitoramento contínuo da situação da mpox no Brasil. A pasta reforçou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para atender pacientes com sintomas suspeitos e identificar precocemente novos casos, com o objetivo de reduzir a transmissão.
Como é feito o diagnóstico da mpox
O diagnóstico da mpox no Brasil é realizado por meio de exames laboratoriais específicos, como o teste molecular ou o sequenciamento genético. A recomendação é que todo paciente com suspeita da doença seja submetido à análise laboratorial.
A coleta do material é feita, preferencialmente, a partir da secreção das lesões na pele. Quando as lesões já estão secas, as crostas também podem ser enviadas para análise. As amostras são encaminhadas a laboratórios de referência no país, responsáveis pela confirmação do diagnóstico.
O exame é considerado essencial para diferenciar a mpox de outras doenças com sintomas semelhantes, especialmente aquelas que também provocam lesões cutâneas.
Formas de transmissão
A principal forma de transmissão ocorre pelo contato direto com a pessoa infectada, especialmente por meio de lesões na pele, secreções e fluidos corporais, como pus e sangue das feridas. Lesões na boca também podem transmitir o vírus por meio da saliva.
A infecção pode ocorrer ainda pelo contato com objetos contaminados, como roupas, toalhas, lençóis e utensílios utilizados por pessoas infectadas.
A transmissão por gotículas respiratórias é possível, mas exige contato próximo e prolongado. Por isso, profissionais de saúde, familiares e parceiros íntimos fazem parte do grupo com maior risco de exposição.
A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões, quando há formação de uma nova camada de pele.
Tratamento e evolução dos casos
Atualmente, o tratamento dos casos de mpox no Brasil é baseado em medidas de suporte clínico. O objetivo é aliviar sintomas, prevenir complicações e evitar possíveis sequelas.
De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria dos pacientes apresenta sintomas leves ou moderados. Não há, até o momento, medicamento aprovado especificamente para o tratamento da mpox, sendo o acompanhamento médico fundamental para garantir a recuperação adequada.
As autoridades seguem reforçando a importância da informação correta e da busca por atendimento em caso de sintomas suspeitos, contribuindo para o controle da doença no país.