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Carnaval

Centro de São Paulo vive domingo de carnaval com axé, forró e desfiles tranquilos nos blocos tradicionais

15 fev 2026 - 19h59 Joice Gomes   atualizado às 20h00
Centro de São Paulo vive domingo de carnaval com axé, forró e desfiles tranquilos nos blocos tradicionais Descubra como o centro de São Paulo pulsou no domingo de carnaval com axé e forró em blocos tradicionais. (Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil)

O centro de São Paulo transformou-se em epicentro da folia carnavalesca neste domingo, 15 de fevereiro de 2026, com desfiles de blocos que trouxeram ritmos nordestinos como axé e forró para as ruas históricas da capital paulista.

Foliões lotaram o circuito da República, onde predominou uma atmosfera de tranquilidade e boa mobilidade, contrastando com aglomerações vistas em outros pontos da cidade. A presença de famílias e grupos de amigos reforçou o caráter acessível e inclusivo da programação no coração da metrópole.

Bloco Domingo Ela Não Vai celebra uma década de axé

O bloco Domingo Ela Não Vai, que completou 10 anos de existência, puxou a animação na Avenida Ipiranga e Praça da República, embalando o público com clássicos do axé dos anos 1990, como sucessos do É o Tchan e Banda Eva. A participação especial da cantora Gretchen elevou a energia da multidão, que enfrentou o sol forte de 30°C com leques e garrafas d'água em punho.

Criado em 2016 por Alberto Pereira Júnior e amigos, o grupo surgiu da nostalgia pelos programas de auditório dominicais e rapidamente se consolidou como um dos maiores do centro de São Paulo, atraindo dezenas de milhares de pessoas desde sua estreia. Este ano, o desfile confirmou a força do ritmo baiano na folia paulistana, misturando gerações em uma celebração democrática.

A facilidade de acesso e o espaço amplo foram destaques entre os participantes, que elogiaram a organização em comparação a circuitos mais lotados, como os da Consolação. Muitos foliões planejavam estender a diversão para outros blocos ao longo do dia.

Explode Coração homenageia MPB em desfile vibrante

Logo em seguida, o bloco Explode Coração assumiu as ruas da República, marcando seus 10 anos com o tema "Sagrado Profano — Amor, Festa e Devoção", dedicando o cortejo à cantora Maria Bethânia. Clássicos da MPB ecoaram pelos trios elétricos, enquanto foliões em fantasias criativas, como corações com cruzes feitas de bisquit e isopor, dançavam sob o calor da tarde.

O desfile passou pela Avenida São Luís e Consolação, com performances artísticas inovadoras, incluindo acrobatas aéreos em fachadas de prédios, transformando a cidade em uma plataforma viva de expressão cultural. A diretora Gi Galvão enfatizou o uso do espaço urbano para enriquecer a narrativa do bloco, que critica indiretamente a redução de fomento público aos desfiles tradicionais.

Participantes como as irmãs Estela e Josy Madeira, que acompanham a folia há mais de uma década, notaram um público ligeiramente menor que em anos anteriores, possivelmente atraído por megablocos em outras regiões, mas ainda robusto em comparação aos primórdios do carnaval de rua na Tiradentes.

Ritmos nordestinos invadem o centro com forró e axé afro

O Bloco Afro Tô na Rua trouxe uma explosão de energia à Rua São Luís com Consolação, contando com duas baterias, atabaque, guitarra, baixo e teclado, sob as vozes de Lia, Paula e Marcos. O axé pulsava forte às 14h, incentivando danças espontâneas mesmo sob o sol intenso, enquanto o público circulava entre bares e restaurantes abertos excepcionalmente.

Por volta das 15h, o pequeno mas animado Bloco SP Forró iniciou seu percurso na República, liderado por Juarez Martins dos Anjos, vestido de Lampião, e Ana Freire, como Maria Bonita. O grupo, que existe há seis anos, homenageia o forró tradicional e nordestino, com os puxadores se apresentando o ano todo no Trio da Lua.

Ana, paraibana radicada em São Paulo e professora de violão, e Juarez, baiano arte-educador desde 1973 na cidade, destacaram a paixão pela brincadeira anual, que une a comunidade forrozeira em uma celebração autêntica das raízes culturais do Nordeste.

Impacto e organização no coração da folia paulistana

O centro de São Paulo concentrou 157 dos 630 blocos programados para o carnaval de 2026, representando um quarto do total e reforçando seu status como o "coração" da festa de rua. A programação, divulgada pela prefeitura após críticas por demora, abrange pré-carnaval, dias principais e pós-folia, priorizando vias clássicas como São João, Ipiranga e Anhangabaú.

A tranquilidade observada no circuito da República permitiu uma experiência familiar, com foliões como a estudante Luma Gregória elogiando o espaço para brincar com parentes e amigos, evitando as "prensadas" de megablocos. Vendedores ambulantes e guarda-sóis amarelos completavam o cenário típico, apesar de algum desânimo pela movimentação mais lenta em certos pontos.

  • O Domingo Ela Não Vai concentrou na Praça do Patriarca e dispersou no Parque Dom Pedro II, com início às 13h.
  • O Explode Coração saiu da Praça da República, celebrando 10 anos com intervenções artísticas urbanas.
  • Bloco Afro Tô na Rua animou com percussão ao vivo e axé na Consolação.
  • SP Forró homenageou Luiz Gonzaga, com trajes cangaceiros e foco no baião.
  • Total de 88 blocos desfilam só no domingo, somando 627 no período completo.

Essa dinâmica demonstra a resiliência dos blocos tradicionais frente ao crescimento da folia, que atrai milhões anualmente. Para os próximos dias, foliões planejam marchinhas na Charanga do França e sambas no Bixiga, garantindo que o carnaval continue pulsante até a terça-feira.

O sucesso desses desfiles reforça a importância cultural do carnaval de rua para São Paulo, fomentando economia local com bares abertos e comércio ambulante, além de promover inclusão social e diversidade rítmica. Com temperaturas elevadas, a hidratação e mobilidade foram chaves para uma folia segura e memorável.

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