Equipes de resgate e peritos criminais foram acionados para isolar o perímetro do desastre no interior do Estado
(Imagem: Governo do Acre / Divulgação)
O desabamento parcial de uma grande obra viária mobilizou equipes de socorro médico e forças de segurança pública no interior do Acre. O acidente ocorreu no perímetro urbano do município de Sena Madureira, localizado a pouco mais de cem quilômetros de distância de Rio Branco. O colapso da engenharia resultou em quatro pessoas feridas, gerando forte comoção e cobranças por explicações sobre as condições de conservação da via.
A estrutura havia sido inaugurada há cerca de vinte e quatro meses após receber investimentos de grande porte dos cofres públicos, superando a marca de trinta e seis milhões de reais. No momento do sinistro, um advogado que já atuou como magistrado na região estava posicionado sobre a plataforma para registrar imagens de denúncia sobre rachaduras na pista. A gravação foi interrompida de forma abrupta pela queda das placas de concreto.
Os relatórios médicos e a perícia na estrutura havia sido inaugurada
As atualizações da Secretaria de Estado de Saúde indicam que o jurista de cinquenta e quatro anos foi resgatado em estado considerado gravíssimo pelas equipes médicas. Os exames clínicos apontaram que a vítima sofreu um traumatismo na região craniana e lesões ósseas na bacia, necessitando de transferência imediata por UTI móvel para um hospital de alta complexidade na capital. Outros três cidadãos também receberam atendimento emergencial com fraturas diversas.
Entre as demais vítimas hospitalizadas está o irmão do advogado, que permanece sob monitoramento médico após sofrer lesões nos membros superiores, além de um trabalhador local com fraturas nas pernas. O quarto envolvido no desastre sofreu apenas escoriações leves na superfície corporal e foi liberado após a triagem. Os laudos do Corpo de Bombeiros apontam que mais da metade da travessia cedeu totalmente em direção ao leito do rio.
As autoridades de trânsito informaram que o fluxo na região já havia sido bloqueado preventivamente horas antes do colapso devido aos riscos estruturais iminentes. Os investigadores ressaltaram que o grupo de feridos acessou o local de forma irregular após o fechamento dos bloqueios físicos de segurança. A gestão do poder executivo estadual instaurou uma comissão de auditoria técnica com prazo de um mês para apontar as falhas de engenharia.