Encenação do Auto da Paixão de Cristo atrai milhares de pessoas aos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro.
(Imagem: gerado por IA)
Os Arcos da Lapa, um dos cartões-postais mais icônicos do Rio de Janeiro, transformam-se nesta Sexta-feira Santa em um imenso palco a céu aberto. A tradicional encenação do Auto da Paixão de Cristo chega à sua 48ª edição, prometendo emocionar fiéis e turistas a partir das 18h.
O espetáculo, que já faz parte do calendário oficial da cidade, é fruto de uma parceria entre a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e a Prefeitura. Para quem busca uma experiência que une espiritualidade e arte, o evento gratuito é uma das principais opções de lazer e reflexão no feriado.
A montagem deste ano ganha um brilho especial com a presença de nomes conhecidos do grande público. Os atores Caio Blat e Vanessa Gerbelli assumem os papéis de Jesus Cristo e da Virgem Maria, liderando um elenco de 50 artistas dedicados a reviver os últimos passos do Messias.
Uma jornada de fé entre teatro e música
Sob a direção de Luis Fernando Bruno, a apresentação percorre a trajetória completa de Jesus, desde o nascimento até a Ressurreição. Momentos emblemáticos como a Última Ceia e a Via-Sacra ganham vida em uma coreografia que mistura teatro, música e dança de forma fluida.
De acordo com a Riotur, a trilha sonora foi composta exclusivamente para o espetáculo. A sonoridade busca equilibrar temas originais com elementos clássicos da cultura religiosa, criando a atmosfera necessária para envolver as milhares de pessoas esperadas no local.
Para quem deseja acompanhar toda a programação religiosa do dia, as atividades começam um pouco mais cedo. Às 17h, a Catedral Metropolitana de São Sebastião, localizada na Avenida Chile, realiza a procissão do Senhor Morto, que serve como prelúdio para a grande encenação na Lapa.
Impacto cultural e tradição no Rio
Manter uma tradição por quase cinco décadas exige renovação constante sem perder a essência. O Auto da Paixão de Cristo na Lapa não é apenas um evento religioso, mas um pilar da identidade cultural carioca que atrai diversas gerações para o Centro da capital.
A escolha dos Arcos como cenário reforça a grandiosidade da narrativa. Em meio à arquitetura histórica, o público é convidado a uma imersão que transcende o rito litúrgico, tornando-se uma celebração da arte pública acessível a todos os perfis de visitantes.