Trump e Flávio Bolsonaro
(Imagem: Divulgação)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 28 de outubro, que aprova a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) e de seus familiares ao país. A declaração ocorre após o governo americano anunciar que concederá vistos ao brasileiro, derrotado na eleição presidencial de domingo (25), e a seus parentes. A possibilidade de acolhimento, porém, provocou críticas de representantes do Partido Democrata.
Questionado por jornalistas sobre a entrada da família nos Estados Unidos, Trump disse considerar seus integrantes “boas pessoas” e voltou a questionar a eleição brasileira, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente americano classificou o pleito como “muito estranho” e afirmou que a avaliação do resultado tem sido negativa.
Na terça-feira (27), o Departamento de Estado americano informou que os vistos serão concedidos a Flávio, à esposa e às duas filhas. Até o momento, não houve confirmação oficial de que os documentos já tenham sido emitidos.
A decisão foi criticada pelo Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, ligado aos democratas. Em publicação nas redes sociais, o grupo comparou o tratamento dado à família Bolsonaro à política migratória americana em relação a pessoas que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti. Para o comitê, a medida demonstra contradição na forma como o governo Trump trata pedidos de proteção.
O deputado democrata Joaquin Castro também questionou a possibilidade de Flávio obter asilo nos Estados Unidos. “Perder uma eleição não é motivo para pedir asilo”, escreveu. Ele cobrou explicações do governo Trump sobre seu possível papel na saída do senador do Brasil.
Já Isaiah Martin, candidato democrata, criticou o eventual uso de recursos públicos americanos para proteger a família Bolsonaro e custear suas viagens.
A movimentação ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que Flávio entregasse seus passaportes. A viagem do senador também foi noticiada por veículos internacionais com base em fontes anônimas.
As críticas surgem às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, que definirão parte do equilíbrio político no Congresso durante os dois últimos anos da Presidência de Trump.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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