Personal trainer Giovanny Diniz Carvalho foi alvejado ao sair de casa
(Imagem: Foto: Reprodução/Redes Sociais)
A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) decidiu excluir dos quadros da corporação o policial Murilo Ribeiro de Araújo, acusado de matar com sete tiros o personal trainer Giovanny Diniz Carvalho, em outubro de 2024, em Petrolina, no Sertão do estado. A decisão administrativa foi publicada no Diário Oficial de Pernambuco no sábado (24).
Segundo o documento, a conduta atribuída ao policial foi considerada incompatível com os princípios éticos e disciplinares exigidos dos integrantes da instituição. A medida representa a conclusão do procedimento administrativo disciplinar, mas não substitui o julgamento criminal relacionado ao homicídio.
No texto oficial, a corporação afirma que a conduta de Murilo Ribeiro “violou os preceitos éticos e disciplinares militares, afetando gravemente a honra pessoal, o pundonor policial-militar e o decoro da classe”.
A exclusão foi justificada pela existência de “condutas incompatíveis” com os deveres da função policial.
Processo criminal ainda aguarda julgamento
Além da punição administrativa, Murilo Ribeiro responde a um processo criminal pela morte de Giovanny Diniz. Conforme as informações divulgadas sobre o caso, ele já foi pronunciado pela Justiça de Pernambuco, etapa em que o Judiciário decide que há elementos para submeter o acusado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Até o momento informado, a data do júri popular ainda não havia sido marcada.
A expulsão da Polícia Militar e o processo criminal são procedimentos distintos. Enquanto a decisão administrativa trata da permanência do agente na corporação, a responsabilização penal depende do andamento da ação judicial e do julgamento correspondente.
Relembre a morte de Giovanny Diniz
Giovanny Diniz Carvalho tinha 36 anos quando foi morto, em 21 de outubro de 2024, na frente da própria residência, no bairro Vila Mocó, em Petrolina.
De acordo com as informações sobre a investigação, um homem encapuzado surpreendeu o personal trainer e disparou sete vezes contra ele. O suspeito foi posteriormente identificado como Murilo Ribeiro de Araújo, apontado como autor do crime.
A motivação teria sido ciúme, conforme relatos divulgados sobre o caso. A acusação, no entanto, deverá ser analisada no processo criminal.
Na época do assassinato, Giovanny era viúvo e tinha três filhos, de 1, 2 e 6 anos.
Crime ocorreu meses após morte da esposa da vítima
O assassinato aconteceu cerca de oito meses depois da morte da esposa de Giovanny, Aila Pimenta, que também trabalhava como personal trainer. Ela morreu eletrocutada dentro da residência do casal.
O caso provocou repercussão em Petrolina e teve desdobramentos tanto na esfera criminal quanto na administrativa, com a decisão da Polícia Militar de excluir o acusado da corporação.
A definição da data do Tribunal do Júri será uma das próximas etapas relevantes do processo. Até o julgamento, a acusação criminal deve ser tratada conforme o estágio processual, respeitando a presunção de inocência.