Seleção Brasileira realiza último treino antes de encarar o Japão pelas oitavas de final em Houston.
(Imagem: gerado por IA)
A partir de agora, qualquer erro no gramado do NRG Stadium, em Houston, pode significar o fim de um sonho de quatro anos. O Brasil entra em campo nesta segunda-feira (29), às 14h, ciente de que a fase de grupos ficou para trás e que o confronto contra o Japão é o primeiro dos cinco degraus restantes rumo ao tão esperado hexacampeonato.
A partida marca o início de uma nova dinâmica no torneio: o mata-mata. Sem margem para testes ou recuperação de pontos, a Seleção Brasileira carrega o favoritismo histórico, mas enfrenta um adversário que já provou ser capaz de surpreender as potências mundiais, especialmente após a vitória japonesa por 3 a 2 no último amistoso entre as equipes.
Na prática, isso muda mais do que parece. Se antes havia espaço para administrar o ritmo, agora a intensidade precisa ser absoluta desde o apito inicial. E é aqui que está o ponto central: a maturidade emocional do grupo sob o comando de Carlo Ancelotti será testada sob a pressão máxima da eliminação direta.
O que está por trás da cautela de Ancelotti e Marquinhos
Apesar do histórico amplamente favorável com 11 vitórias em 14 jogos, a memória recente serve de alerta. O zagueiro Marquinhos, um dos líderes do elenco, lembrou que o favoritismo precisa ser provado em ações concretas. O trauma da eliminação para a Croácia na última Copa e derrotas inesperadas em competições de clubes servem como combustível para manter os pés no chão.
Carlo Ancelotti, embora não tenha confirmado a escalação oficial, deve manter a base que venceu a Escócia. A ideia é clara: ter controle de jogo, mas com o "coração" exigido em uma eliminatória. O técnico italiano sabe que o Japão é uma equipe extremamente organizada e veloz, capaz de punir qualquer desatenção defensiva brasileira.
Como a Seleção se organiza para o duelo decisivo
A grande expectativa gira em torno de Neymar. Após ser utilizado na reta final do último jogo, o camisa 10 vem evoluindo fisicamente e pode ganhar mais minutos em Houston. Segundo Ancelotti, a participação do craque dependerá do contexto da partida, mas sua presença em campo já altera a postura defensiva dos adversários, abrindo espaços para Rayan e Vini Júnior.
O Brasil deve ir a campo com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Rayan, Vini Júnior e Matheus Cunha. Do outro lado, o técnico Hajime Moriyasu aposta na qualidade de nomes como Kamada e Ueda para tentar repetir a zebra do último amistoso.
Para quem vai acompanhar, as opções de transmissão são variadas, cobrindo desde a TV aberta com a Globo até o streaming com a Cazé TV e o getv. Quem avançar deste confronto terá pela frente o vencedor de Noruega e Costa do Marfim, mas para o elenco brasileiro, o foco é total nos próximos 90 minutos.
Este confronto em Houston não é apenas uma disputa de oitavas de final; é o momento em que a identidade desta Seleção sob Ancelotti será verdadeiramente forjada. O resultado dirá se o Brasil aprendeu as lições de 2022 ou se o caminho para o Hexa exigirá ainda mais do que o talento individual de suas estrelas.