Gol da vitória do Corinthians sobre o Cruzeiro na Arena Independência.
(Imagem: Cris Mattos/Staff Images Woman/CBF)
O Corinthians deu um passo crucial rumo às semifinais da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0 na noite desta segunda-feira (31), em plena Arena Independência. O gol salvador de Vic Albuquerque nos acréscimos não apenas quebrou a impressionante resistência mineira, mas também colocou as paulistas em uma posição de extrema vantagem para o jogo de volta.
Com este resultado em Belo Horizonte, as Brabas agora jogam por um simples empate diante de sua torcida para garantir a vaga na próxima fase. Para as Cabulosas, resta a dura missão de vencer por dois gols de diferença em território paulista para reverter o cenário no tempo regulamentar.
Na prática, o placar final premia a equipe que buscou o ataque incessantemente, mas castiga uma atuação defensiva quase perfeita do Cruzeiro. E foi justamente o trabalho tático das mineiras e uma goleira inspirada que arrastaram o drama até o último minuto.
Como o ferrolho mineiro quase parou as Brabas
Desde os primeiros minutos, o Corinthians impôs seu ritmo característico, explorando as descidas de Tamires e a presença de área de Jhonson. Logo aos 11 minutos, a goleira cruzeirense Cláudia fez a primeira de uma série de intervenções difíceis, impedindo o gol de cabeça da atacante corinthiana.
A pressão paulista aumentou gradativamente à medida que o Cruzeiro cometia erros na saída de bola. Aos 33, a volante Capelinha salvou em cima da linha uma finalização de Gabi Zanotti que já havia superado a arqueira rival, mantendo o placar zerado em um dos momentos mais tensos da primeira etapa.
Pouco antes do intervalo, Cláudia apareceu novamente de forma espetacular para espalmar um chute de cobertura de Zanotti, consolidando-se como o grande nome da partida até então.
O que está por trás do gol nos acréscimos
No segundo tempo, a tônica do confronto não mudou, e o Corinthians continuou encurralando as donas da casa. A entrada da uruguaia Belén Aquino deu ainda mais verticalidade ao setor ofensivo das Brabas, que desperdiçaram oportunidades claras de abrir o marcador.
Em um dos lances mais plásticos da noite, Gisela Robledo finalizou de primeira após passe de Aquino, mas Cláudia operou um verdadeiro milagre ao desviar a bola com o pé direito diretamente para a trave. Mas o futebol pune a passividade, e a insistência corinthiana acabou premiada.
Aos 50 minutos, quando o empate parecia consolidado, a zaga cruzeirense rebateu mal um cruzamento e a bola sobrou limpa para Vic Albuquerque. Com a frieza de quem é artilheira, ela dominou e bateu firme, sem chances de defesa, decretando a vitória das atuais campeãs.
O que pode acontecer a partir disso
O reencontro entre Corinthians e Cruzeiro está marcado para a próxima segunda-feira (7), às 17h, mas ainda carrega uma indefinição importante fora das quatro linhas. O local do confronto de volta ainda precisa ser oficializado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Como o regulamento da entidade exige arenas com capacidade mínima de 10 mil torcedores para a fase de mata-mata, o tradicional Parque São Jorge não poderá ser utilizado pelo Corinthians. A tendência é que a diretoria alvinegra busque viabilizar a Neo Química Arena para o duelo decisivo.
A partida de volta promete reeditar a eletrizante final de 2025, quando as Brabas conquistaram seu sétimo título nacional. Com a vantagem do empate em mãos, o Corinthians mostra que sua hegemonia no futebol feminino nacional não é por acaso, enquanto o Cruzeiro precisará de uma noite histórica para quebrar o favoritismo paulista.