Brasil amplia lista de adversários históricos em Mundiais ao encarar a seleção do Haiti pela primeira vez no torneio
(Imagem: Foto: Maddie Meyer / FIFA via Getty Images)
A trajetória da equipe mais vitoriosa do futebol mundial ganhará um novo capítulo estatístico na próxima sexta-feira (19). Ao pisar no gramado do Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 21h30 (horário de Brasília), a Seleção Brasileira terá pela frente o Haiti, que se consolidará oficialmente como o 50º adversário diferente enfrentado pelo país na história das Copas do Mundo. Mais do que a marca histórica, o confronto válido pela segunda rodada da fase de grupos carrega caráter de urgência: o elenco canarinho precisa dos três pontos para buscar sua primeira vitória no torneio após o tropeço na estreia.
Sendo a única nação a marcar presença em todas as 23 edições do Mundial de futebol, o Brasil ostenta uma bagagem pesada de 115 partidas disputadas no torneio. O retrospecto geral reafirma a soberania verde e amarela nos gramados internacionais, acumulando um histórico de 76 vitórias, 20 empates e apenas 19 derrotas, com um saldo ofensivo de 238 gols marcados e 109 sofridos ao longo das décadas.
Suécia lidera a lista de confrontos históricos
No mapa de rivais do Brasil no torneio, nenhum país cruzou o caminho da Amarelinha tantas vezes quanto a Suécia. Em sete partidas disputadas, a vantagem brasileira é absoluta, computando cinco vitórias e dois empates. Os duelos contra os suecos confundem-se com a própria mitologia do futebol nacional: foi contra eles que o Brasil aplicou sua maior goleada em Copas (7 a 1 no quadrangular final de 1950), conquistou o inédito título mundial de 1958 na mítica final de 5 a 2 e carimbou o passaporte para a decisão do tetra em 1994 com o gol de Romário no triunfo por 1 a 0.
Atrás dos escandinavos, figura um pelotão de grandes potências e fregueses tradicionais:
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5 jogos: Espanha, Itália, Escócia, México e Holanda;
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4 jogos: França, Inglaterra, Argentina, Chile, Polônia, Tchecoslováquia e Iugoslávia;
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3 jogos: Suíça, Costa Rica, Camarões e Croácia.
O panorama do Grupo C e os reencontros na primeira fase
O desenho do Grupo C na atual edição ilustra bem essa dinâmica de reencontros e novidades. O empate por 1 a 1 contra Marrocos no último sábado (13) foi apenas o segundo embate entre as duas seleções na história da competição o primeiro havia ocorrido na Copa de 1998, com vitória brasileira por 3 a 0.
Após o inédito duelo contra os haitianos na Filadélfia, a Seleção Brasileira fechará sua participação na fase de grupos reativando a rivalidade contra a Escócia pela quinta vez em Mundiais. O histórico contra os escoceses é amplamente favorável e serve de combustível para os comandados da comissão técnica: são três vitórias (4 a 1 em 1982, 1 a 0 em 1990 e 2 a 1 em 1998) e um único empate sem gols, registrado na Alemanha em 1974.
Outra curiosidade estatística que pertence ao topo do futebol internacional envolve os raros casos em que o Brasil precisou encarar o mesmo oponente duas vezes dentro de uma única edição de Copa do Mundo. Esse fato de alta intensidade tática ocorreu em apenas três oportunidades ao longo da história: contra a Tchecoslováquia na campanha do bicampeonato em 1962, diante da Suécia na Copa dos Estados Unidos em 1994, e contra a Turquia na jornada rumo ao pentacampeonato em 2002.