O Aeroporto do Galeão terá reforço na operação para receber fãs de diversos países para o show de Shakira. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
(Imagem: gerado por IA)
O Rio de Janeiro se prepara para uma verdadeira maratona logística e turística nos próximos dias. Com a confirmação do show gratuito da cantora Shakira nas areias de Copacabana, marcado para o dia 2 de maio, o Aeroporto Internacional do Galeão projeta um fluxo massivo de 314 mil passageiros entre os dias 30 de abril e 5 de maio. O movimento não é por acaso: a presença da estrela colombiana se soma ao feriado prolongado do Dia do Trabalhador, criando a "tempestade perfeita" para o setor de turismo fluminense.
Na prática, essa movimentação representa um salto significativo na operação do terminal. Ao todo, estão previstos cerca de 1.990 voos para o período, o que indica um crescimento de 13% em relação a 2025 e impressionantes 32% frente aos números de 2024. Esse aumento na malha aérea reflete a consolidação do Rio como a capital dos grandes eventos internacionais na América Latina.
O que muda na malha aérea e na operação
Para dar conta da demanda, as companhias aéreas ajustaram suas rotas. Serão mais de 213 mil pessoas circulando em voos domésticos e 101 mil vindas do exterior. Para evitar gargalos, a concessionária do aeroporto já confirmou a operação de 32 voos extras apenas para atender o público nacional, divididos entre pousos e decolagens adicionais.
Mas o impacto vai além do Galeão. O Aeroporto Santos Dumont, localizado no coração da cidade, também sentirá o reflexo do "efeito Shakira". Entre os dias 1º e 3 de maio, o terminal central deve operar 394 voos, disponibilizando mais de 56 mil assentos. Em comparação ao mesmo período de 2025, o crescimento na oferta de lugares mostra que as empresas estão apostando alto na ocupação hoteleira e no consumo da cidade.
Por que o interesse internacional disparou
Um dos pontos centrais dessa movimentação é o perfil do público estrangeiro. A Argentina lidera isolada a busca pelo Rio de Janeiro, sendo responsável por 31% dos passageiros internacionais previstos. Chile (14%), Estados Unidos (8%), Portugal (7%) e a terra natal da cantora, a Colômbia (6%), completam o ranking dos principais emissores de turistas.
Esse fenômeno reforça como eventos de grande porte conseguem tracionar a economia local de forma imediata. A expectativa é que o fluxo de passageiros no Galeão seja 46% superior ao registrado em 2024, um dado que coloca o Rio em um patamar de atividade econômica pré-pandemia e projeta um cenário otimista para o restante do ano. Com a cidade pulsando, o desafio agora se volta para a segurança e a infraestrutura urbana para acolher a multidão que promete parar Copacabana.