Estudantes e educadores comemoram o sucesso das apresentações juninas no festival escolar
(Imagem: Foto: Codecom - Campina Grande)
O III Festival de Quadrilhas Juninas Escolares encerrou as suas atividades em grande estilo, consolidando-se como um dos marcos da preservação da identidade nordestina no ambiente de ensino. Promovido pela Secretaria Municipal de Educação de Campina Grande (Seduc), o evento fez parte das ações integradas do São João da Educação 2026. A noite de encerramento, realizada nesta quinta-feira, ganhou um brilho extra com a participação especial da quadrilha junina Xodó do Cerrado, vinda diretamente da cidade de Planaltina, no Distrito Federal.
A vinda do grupo da capital federal envolveu uma comitiva especial de estudantes e educadores, motivados pelo desejo de vivenciar de perto os festejos da Rainha da Borborema. O principal objetivo da viagem foi conhecer as dinâmicas pedagógicas locais e as manifestações culturais que servem de inspiração para os seus próprios projetos artísticos nas escolas do Cerrado. Ao todo, a delegação contou com 50 integrantes, sendo 35 deles alunos que dão vida à dança no tablado.
O sonho de dançar no berço da cultura junina
Para as lideranças educacionais do Distrito Federal, a oportunidade representou a realização de um planejamento construído a longo prazo. A coordenação regional de ensino de Planaltina enfatizou que pisar no palco campinense é o ápice para qualquer quadrilheiro do país, elogiando a estrutura montada pela Seduc para dar protagonismo aos jovens. O intercâmbio cultural reforçou a tese de que a tradição junina atua como ferramenta transformadora de realidades sociais no ambiente escolar.
A iniciativa da rede municipal de Campina Grande foi classificada como fantástica pelos visitantes. Em Planaltina, a quadrilha Xodó do Cerrado funciona sob um viés estritamente cultural e pedagógico, englobando estudantes matriculados em oito instituições públicas de ensino distintas. Esse formato descentralizado busca fortalecer os laços históricos do povo com a festividade, mostrando que a dança também serve de esteio para a cidadania no Centro-Oeste.
Protagonismo juvenil e inclusão nas escolas
Os produtores e organizadores do grupo brasiliense pontuaram a honra de integrar a programação do São João da Educação 2026 como convidados de honra. Por ser um projeto composto integralmente por alunos vindos da rede pública de ensino, a vivência prática no Nordeste foi encarada como um elemento de imenso valor formativo, demonstrando como as expressões artísticas possuem capacidade de reestruturar vidas e transformar perspectivas tanto de quem assiste quanto de quem dança.
A terceira edição do Festival de Quadrilhas Juninas Escolares cumpriu com sucesso o papel de envolver a comunidade escolar no clima junino. O torneio reuniu cerca de mil estudantes de diferentes unidades da Rede Municipal de Ensino ao longo dos seus dias de realização. Além de celebrar a dança, a política educacional impulsionou o protagonismo estudantil e assegurou a sobrevivência das heranças culturais populares por meio de práticas pedagógicas contínuas.