Defesa Civil do Rio de Janeiro auxilia cidades atingidas por fortes chuvas com equipes e máquinas para minimizar danos e riscos.
(Imagem: Prefeitura de Nova Iguaçu/Divulgação)
O governo do Rio de Janeiro mobilizou neste domingo (22) mais de 60 máquinas e equipes técnicas para auxiliar cidades afetadas pelas fortes chuvas que castigaram o estado no sábado (21). A ação visa reduzir riscos, recuperar áreas impactadas e desobstruir acessos bloqueados pelos temporais.
Municípios como Itaperuna, São Fidélis, Paty do Alferes, Santa Maria Madalena, São Sebastião do Alto, Cambuci, Itaocara, Barra Mansa, Bom Jardim, Nova Iguaçu e Mesquita receberam o reforço imediato. Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, a situação foi uma das mais críticas, levando à decretação de situação de emergência.
Mobilização rápida da Defesa Civil
As frentes de trabalho concentram esforços em desobstrução de ruas, retirada de entulhos, drenagem de água e recuperação de pontos vulneráveis. A articulação ocorre entre a Secretaria de Estado de Defesa Civil e as defesas civis municipais, garantindo resposta coordenada aos estragos causados pelas fortes chuvas.
Nas últimas 24 horas, a secretaria registrou 52 ocorrências relacionadas às precipitações, incluindo alertas para chuvas intensas e inundações em cidades como Nova Iguaçu, São Gonçalo, Petrópolis, Duque de Caxias, Belford Roxo, Niterói, Angra dos Reis, Nilópolis, São João de Meriti e Mesquita. Além disso, 18 sirenes foram acionadas em Petrópolis, Duque de Caxias, São João de Meriti, Rio de Janeiro e Mangaratiba, sem registro de vítimas até o momento.
- Mais de 60 máquinas enviadas para 11 municípios afetados.
- 52 ocorrências atendidas sem vítimas fatais.
- 18 sirenes acionadas para alerta à população.
- Foco em drenagem, desobstrução e recuperação de vias.
Riscos hidrológicos e geológicos persistem
O Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) indica que áreas de instabilidade continuarão a provocar tempo fechado, com pancadas isoladas de chuva e raios neste domingo. O risco hidrológico permanece muito alto em Duque de Caxias e alto em Angra dos Reis, Nova Iguaçu, Mesquita, Belford Roxo, Nilópolis e São João de Meriti.
Em termos geológicos, devido aos acumulados pluviométricos elevados, há risco alto de deslizamentos em Angra dos Reis, Nova Iguaçu, Belford Roxo e Mesquita. Riscos moderados se estendem a Resende, Engenheiro Paulo de Frontin, Piraí, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi, Seropédica, Itaguaí, Queimados, Japeri, Rio Claro, Magé, Cachoeiras de Macacu, Teresópolis, Nova Friburgo, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro, Sapucaia, Carmo, Itaperuna, Natividade, Varre-Sai, Porciúncula, São João de Meriti e Nilópolis.
A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos monitora a situação via Subsecretaria de Gestão do Sistema Único de Assistência Social, aguardando solicitações formais de insumos dos municípios afetados pelas fortes chuvas.
Impactos nas cidades e medidas preventivas
Nova Iguaçu destaca-se como um dos municípios mais atingidos, com o número de ocorrências pela defesa civil local subindo para 49, incluindo alagamentos e pontos de risco. O decreto de emergência permitiu a criação de um gabinete de crise para agilizar respostas. Em Angra dos Reis, chuvas fortes provocaram deslizamentos, interdição de imóveis e quedas de árvores, com 71,8 mm registrados em um bairro.
O governo estadual reforça o monitoramento, emitindo alertas via sistema Cellbroadcast para orientar a população a buscar abrigos seguros. As fortes chuvas no Sudeste, incluindo o Rio de Janeiro, seguem com risco de acumulados de até 100 mm/dia em algumas áreas, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
- Nova Iguaçu: 49 ocorrências e situação de emergência decretada.
- Angra dos Reis: Deslizamentos e 71,8 mm de chuva em bairro.
- Duque de Caxias: Risco hidrológico muito alto mantido.
- Alertas para chuvas intensas em múltiplas cidades da Baixada e Serrana.
Previsão e ações futuras
Para esta segunda-feira (23), o Inmet prevê chuvas fortes no Sudeste e Centro-Oeste, com possibilidade de volumes elevados no Rio de Janeiro. A Defesa Civil estadual atualiza planos de contingência para o período chuvoso 2025/2026, fortalecendo monitoramento e respostas preventivas.
Os impactos práticos incluem interrupções no trânsito, riscos a moradias em encostas e necessidade de assistência social. Populações em áreas de risco devem acompanhar alertas oficiais e evitar deslocamentos desnecessários. O governo mantém equipes em prontidão para novas demandas, priorizando a segurança e a normalização das rotinas nos municípios afetados pelas fortes chuvas.
Essas ações demonstram a importância de sistemas de alerta e mobilização rápida em eventos climáticos extremos, comuns no verão fluminense. A coordenação entre estado e municípios é essencial para mitigar danos e preparar para eventuais novas precipitações.