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Serviço militar

Seleção complementar para serviço militar feminino termina nesta sexta-feira em todo o país

18 fev 2026 - 17h26 Joice Gomes   atualizado às 17h29
Seleção complementar para serviço militar feminino termina nesta sexta-feira em todo o país Seleção complementar do serviço militar voluntário feminino encerra nesta sexta (20). (Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

As mulheres selecionadas previamente para o Serviço Militar Inicial Voluntário Feminino 2025 têm até esta sexta-feira (20) para comparecer às unidades militares designadas. Essa etapa complementar representa a fase decisiva do processo, com avaliações que determinam a aptidão para o ingresso nas Forças Armadas.

O procedimento ocorre em todo o país, e as candidatas devem consultar o site oficial do alistamento via plataforma Gov.br para confirmar data e local exatos. Lá, elas passam por exames clínicos, entrevistas e análise de preparo físico, requisitos essenciais para a formação militar básica.

Quarta fase do processo seletivo

Essa seleção complementar é a quarta e última etapa antes da incorporação oficial. Iniciada na segunda-feira (12), a fase varia conforme o cronograma de cada Força Armada, mas o prazo unificado termina nesta sexta. A iniciativa inédita ampliou o acesso das mulheres ao serviço militar na base das tropas.

Em 2025, cerca de 34 mil mulheres se inscreveram voluntariamente, superando amplamente as vagas disponíveis. O alistamento, aberto de janeiro a junho para nascidas em 2007 residentes em municípios selecionados, marcou o segundo ano de implementação dessa política histórica.

  • Exames clínicos verificam condições de saúde básica para o treinamento militar.
  • Entrevistas complementares avaliam motivação e perfil das candidatas.
  • Testes de preparo físico analisam capacidade para atividades operacionais.

Incorporação prevista para 2026

As aprovadas serão incorporadas em dois momentos este ano: de 2 a 6 de março e de 3 a 7 de agosto. No Exército e na Força Aérea, ingressam como soldados; na Marinha, como marinheiras-recruta, com direitos e deveres equiparados aos homens.

O serviço militar feminino tem duração inicial de 12 meses, sem estabilidade, integrando a reserva não remunerada após o período. Pode ser prorrogado por até sete anos, totalizando no máximo 96 meses, dependendo do interesse mútuo entre a militar e a Força.

Essa modalidade voluntária contrasta com o alistamento masculino obrigatório, que registrou 1.029.323 inscrições em 2025. Historicamente, mulheres acessavam as Forças Armadas via concursos para oficiais ou sargentos; agora, o caminho abre desde o nível recruta.

Vagas e distribuição geográfica

Para 2026, o Serviço Militar Inicial Voluntário Feminino oferece 1.467 vagas: 1.010 no Exército, 300 na Força Aérea e 157 na Marinha. As oportunidades distribuem-se por 51 municípios em 13 estados e no Distrito Federal, priorizando unidades militares estratégicas.

A expansão progressiva visa elevar a participação feminina, que hoje representa cerca de 10% do efetivo total, com 37 mil mulheres em diversos postos. O Ministério da Defesa planeja campanhas para incentivar mais voluntárias, ajustando estruturas para receber o novo contingente.

  • Exército: 1.010 vagas em múltiplas regiões.
  • Força Aérea: 300 oportunidades em bases aéreas selecionadas.
  • Marinha: 157 posições em unidades navais.

Impactos e perspectivas futuras

O ingresso feminino fortalece a diversidade nas Forças Armadas, promovendo igualdade de oportunidades desde a base. Durante o serviço, as voluntárias recebem remuneração, auxílio-alimentação, contagem para aposentadoria e licença-maternidade, além de capacitação via Projeto Soldado Cidadão.

A iniciativa responde a um marco legal do Decreto nº 12.154/2024, que autorizou o alistamento voluntário. Com o sucesso das inscrições iniciais, espera-se aumento gradual de vagas, visando 20% de participação feminina no Serviço Militar Inicial nos próximos anos.

Para as candidatas, o processo exige documentos como certidão de nascimento, comprovante de residência e foto oficial, sem custos. A plataforma online facilita o acompanhamento, garantindo transparência em todas as fases do serviço militar feminino.

Essa abertura representa não só uma mudança estrutural, mas um avanço na inclusão de gênero na defesa nacional. As Forças Armadas investem em adaptações, como novas estruturas e treinamentos ajustados, para integrar efetivamente as novas soldados.

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