Cidade mais lulista do Brasil
(Imagem: Reprodução)
Carnaubeira da Penha, no Sertão de Pernambuco, foi o município brasileiro em que Lula recebeu a maior proporção de votos válidos no segundo turno das eleições presidenciais. O petista conquistou 92,34% dos votos na cidade, localizada a 501 quilômetros do Recife, enquanto Flávio Bolsonaro ficou com 7,66%.
Dos 10.441 eleitores que compareceram às urnas, 9.474 escolheram Lula e 786 votaram em Flávio Bolsonaro. O município tem 12.560 eleitores aptos e uma população de 12.239 habitantes.
Após a confirmação da vitória de Lula, moradores foram às ruas em uma carreata pelas principais vias do centro. O prefeito Elizio Soares Filho, conhecido como Elizinho (PSDB), também havia declarado apoio ao petista na disputa pela Presidência e a Raquel Lyra (PSD) para o governo de Pernambuco.
Maioria indígena
Além do resultado eleitoral, Carnaubeira da Penha se destaca pela presença expressiva de povos indígenas. Dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 10.506 moradores se declararam indígenas, o equivalente a 85,84% da população.
Desse grupo, 7.474 vivem fora de terras indígenas demarcadas. Em nível nacional, a cidade ocupa a oitava posição entre os municípios com maior percentual de população indígena.
A região é habitada por dois povos indígenas: os Pankará, na Serra do Arapuá, e os Atikum, na Serra Umã. As comunidades preservam suas tradições culturais e mantêm atividades de agricultura familiar. O território Pankará tem 15.114 hectares e recebeu a portaria de demarcação em novembro de 2025, mas ainda aguarda homologação.
A Serra do Arapuá, com mais de 900 metros de altitude, é o ponto mais alto do município. Na Serra Umã está a Pedra do Gentio, local conhecido tanto pelo turismo quanto pela devoção religiosa.
Presença quilombola
Carnaubeira da Penha também reúne comunidades quilombolas. Segundo o Censo 2022, 267 moradores se declararam quilombolas. Massapê, certificada em 2005, e Tiririca dos Crioulos, reconhecida em 2008, são certificadas pela Fundação Cultural Palmares.
A comunidade Tiririca dos Crioulos se identifica como quilombo-indígena, unindo referências da ancestralidade negra e das tradições indígenas da região.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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