Tempestade solar
(Imagem: Reprodução / Internet)
Uma tempestade solar de intensidade leve começou a atingir o campo magnético da Terra entre a noite desta sexta-feira, 6 de novembro, e este sábado (7). O fenômeno espacial é provocado por uma corrente de vento solar de alta velocidade que escapou de um buraco coronal na atmosfera do Sol.
Ao colidir com a magnetosfera terrestre, esse fluxo de partículas carregadas altera temporariamente o clima espacial, apresentando potencial para interferir no funcionamento de satélites, em redes de navegação por GPS e em transmissões de rádio de alta frequência.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) classificou a ocorrência como um evento de nível G1, correspondente ao patamar mais baixo da escala de cinco pontos utilizada para mensurar a severidade de tempestades solares.
A equipe técnica do órgão norte-americano destaca que a probabilidade de o fenômeno escalar para a categoria G2 é pequena. Caso ocorra essa intensificação ao longo do sábado, o aumento do arrasto atmosférico sobre a órbita baixa poderá exigir apenas pequenas manobras operacionais de ajuste em alguns satélites.
Para o território brasileiro, os impactos previstos são considerados insignificantes, descartando qualquer risco de apagões na rede elétrica ou de paralisação nos serviços de comunicação.
A localização geográfica do Brasil, situada em latitudes tropicais e distante dos polos magnéticos planetários, reduz drasticamente a vulnerabilidade do país a esse tipo de perturbação espacial. A NOAA confirmou em boletim oficial que o sinal de celulares, as conexões de internet móvel e a telefonia fixa operarão em total normalidade, tornando desnecessária qualquer precaução por parte dos usuários.
As perturbações mais prováveis limitam-se a oscilações pontuais em sistemas que dependem da ionosfera para a propagação de ondas. Enquanto o aumento de auroras polares ficará restrito a regiões de altas latitudes, o monitoramento contínuo aponta que a atividade solar global permanece em patamar estável e reduzido.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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