Cantor Belo
(Imagem: Billboard / Divulgação)
A Justiça de São Paulo acatou o pedido de penhora no rosto dos autos contra o cantor Belo para garantir o pagamento de uma dívida de honorários advocatícios que atualmente chega a R$ 283,5 mil.
A decisão da 1ª Vara Cível da Regional de Butantã atinge os créditos e royalties relativos à obra do pagodeiro que estão depositados na 34ª Vara Cível do Foro Central da capital.
A cobrança é movida pelo jurista Marcelo Epifanio Rodrigues Passos, contratado em 2019 pelo artista para atuar na famosa disputa judicial contra o ex-jogador Denílson sobre a aquisição do grupo Soweto.
Segundo a defesa do profissional, sua atuação nas negociações reduziu o montante devido de R$ 8 milhões para R$ 2,7 milhões. Apesar da expressiva economia gerada e do acordo firmado entre os envolvidos, o advogado alega que não recebeu a remuneração acordada pelos serviços prestados.
A tentativa de bloqueio via sistema bancário revelou um saldo de apenas R$ 938,18 nas contas de Belo, o que motivou a busca por outras garantias financeiras após o cantor ter sido citado e não apresentar defesa ou pagamento voluntário.
Para assegurar o recebimento da quantia atualizada, Marcelo solicitou a indisponibilização de valores com prioridade legal sobre outros eventuais credores do artista.
O argumento acolhido pela magistrada destaca que os honorários advocatícios possuem natureza alimentar, condição prevista em lei que os equipara a verbas trabalhistas e essenciais ao sustento familiar, conferindo vantagem na ordem de preferência para o resgate do crédito.
A efetivação da transferência, no entanto, dependerá das decisões a serem tomadas pela 34ª Vara Cível, responsável por analisar o saldo disponível nos depósitos de direitos autorais e organizar a fila de cobranças pendentes contra o pagodeiro.
Caso o montante retido na ação referente às obras do cantor seja suficiente para cobrir os débitos, o valor será repassado para quitar a pendência histórica com o defensor que viabilizou o fim do imbróglio com Denílson.
Formada pela Universidade dos Guararapes, possui uma trajetória marcada pela diversidade de editorias, tendo atuado por dois anos no caderno de Esportes e por um ano nas editorias de Política e Vida Urbana.
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