Tutores de cães e gatos podem ser responsabilizados quando os animais circulam pelas ruas sem supervisão em São Vicente.
(Imagem: Divulgação/PMSV)
A Prefeitura de São Vicente, no litoral de São Paulo, reforçou orientações sobre guarda responsável de cães e gatos e alerta que tutores podem ser responsabilizados quando animais sob seus cuidados circulam pelas ruas sem supervisão.
O município recomenda que os responsáveis garantam alimentação, vacinação, acompanhamento veterinário e segurança, além de impedir que os animais tenham acesso livre a vias públicas.
Cães devem sair com guia e coleira
Durante os passeios, cães devem ser conduzidos com guia e coleira adequadas ao porte do animal. Dependendo das características do cão e das regras aplicáveis ao caso, acessórios adicionais de segurança também podem ser necessários.
O tutor também deve recolher as fezes deixadas em calçadas, praças e outros espaços públicos. Além de manter a higiene urbana, a medida reduz exposição de pessoas e outros animais a agentes infecciosos.
Circulação livre aumenta risco de atropelamento e brigas
Animais que saem sozinhos de casa ficam mais expostos a atropelamentos, agressões, brigas com outros animais, envenenamento, maus-tratos e desaparecimento.
No caso dos cães, a circulação sem supervisão também pode criar situações de risco para pedestres, ciclistas e outros animais, especialmente quando há comportamento territorial ou medo.
Gatos também devem permanecer em ambiente protegido
A orientação de guarda responsável vale também para gatos. Embora seja comum que alguns tutores permitam acesso livre à rua, especialistas em bem-estar animal recomendam ambientes domésticos telados ou controlados.
Além do risco de atropelamento e violência, gatos que circulam livremente podem se envolver em disputas territoriais e ter contato com doenças infecciosas.
Esporotricose exige atenção
Entre os problemas citados pela prefeitura está a esporotricose, infecção causada por fungos que pode atingir animais e seres humanos. Gatos infectados podem transmitir a doença principalmente por arranhões, mordidas ou contato com secreções de lesões.
Feridas que não cicatrizam, nódulos ou lesões na pele do animal precisam ser avaliados por um médico-veterinário. Pessoas arranhadas ou mordidas por um animal suspeito também devem procurar orientação de saúde.
Responsabilidade não termina dentro de casa
A guarda responsável envolve evitar que o animal cause danos ou seja colocado em situação de perigo. Por isso, portões, muros, telas e outros meios de contenção devem ser mantidos em condições adequadas.
Quando um animal escapa repetidamente, o tutor deve revisar a estrutura do imóvel e a rotina de manejo, em vez de tratar a circulação pela rua como comportamento inevitável.
Castração ajuda no controle, mas não substitui supervisão
A castração pode reduzir comportamentos associados à busca por parceiros e contribuir para o controle populacional, mas não elimina a necessidade de manter o animal em ambiente seguro.
Vacinação, identificação e acompanhamento veterinário também são medidas importantes para reduzir riscos caso ocorra fuga.
Denúncias de maus-tratos podem ser feitas ao município
Segundo a prefeitura, denúncias relacionadas a maus-tratos podem ser apresentadas presencialmente à Secretaria de Bem-Estar Animal, na Rua Padre Anchieta, 462, no Centro de São Vicente, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h30.
A administração municipal orienta que o responsável por um animal procure informação antes que uma ocorrência aconteça. Prevenir fugas e manter passeios supervisionados protege o próprio pet, outras pessoas e os demais animais da cidade.